Marcelle Soares-Santos

Marcelle Soares-Santos

Marcelle Soares-Santos nasceu em Vitória, Espírito Santo, e aos quatro anos mudou-se com sua família para Vitral, uma ilha a qual é localizada no centro da floresta amazônica. Seu interesse por Física começou muito cedo mas ganhou mais espaço enquanto estudava na Escola Técnica Federal (atual Ifes), onde recebeu muito apoio de professores e de seus pais, que mesmo sem formação universitária entendiam a importância da ciência e do tamanho interesse de Marcelle por ela.

Em 2004 recebeu seu título de bacharelado em Física pela Universidade Federal do Espírito Santo e possui mestrado e doutorado na área de Astronomia, sendo o primeiro em Ondas gravitacionais primordiais (2006) e o segundo em Cosmografia com aglomerados de galáxias (2010). Neste mesmo ano foi para os Estados Unidos para um estágio de pós-doutorado no Fermilab (Fermi National Accelerator Laboratory), onde participou da criação de um dos maiores detectores de luz já feitos, o qual constitui em uma câmera de 570 megapixels instalada em um telescópio no Chile, auxiliando no mapeamento de milhões de novas galáxias no projeto Dark Energy Survey (DES). O contrato inicial de Marcelle no Fermilab duraria cinco anos, mas nesse período foi promovida a pesquisadora efetiva.

O mundo começara a reconhecer Marcelle em 2014, quando recebeu o Prêmio Alvin Tollestrup, o qual é feito anualmente pela Associação de Pesquisa Universitária, por seu trabalho na instrumentação e análise do DES. Em 2017 quando foi anunciado em uma entrevista à National Science Foundation (NSF) a primeira observação da luz emitida na fusão de duas estrelas de nêutrons, Marcelle estava presente, sendo a única brasileira entre os 16 líderes de grupos de pesquisa. Neste mesmo ano se juntou ao corpo docente da Universidade de Brandeis, em Boston, nos Estados Unidos.

Neste ano de 2019 a Fundação Alfred P. Sloan, a qual desde 1955 escolhe os mais proeminentes jovens cientistas para receber uma bolsa de US$ 70 mil para utilizar em seu trabalho, elegeu Marcelle como vencedora. Sua pesquisa visa compreender melhor a expansão acelerada do Universo, combinando sondas astrofísicas complementares usando dados de pesquisas cósmicas como o DES. Marcelle Soares-Santos, hoje com 37 anos, continua liderando o projeto DES e atuando como professora de Física na Universidade de Brandeis.

 

Texto por: Fernanda Barbieri de Lara

 

Referências:

[1] DESCONHECIDO. Astrofísica brasileira vence importante prêmio da ciência mundial. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2019/02/astrofisica-brasileira-vence-importante-premio-da-ciencia-mundial.html>. Acesso em: 10 abr. 2019.

[2] DESCONHECIDO. Marcelle Soares-Santos Candidate for General Councilor. Disponível em: <https://www.aps.org/about/governance/election/soares-santos.cfm>. Acesso em: 10 abr. 2019.

[3] PIMENTEL, Luciana. Capixaba entre os melhores cientistas do planeta. Disponível em: <https://tribunaonline.com.br/capixaba-entre-os-melhores-cientistas-do-planeta>. Acesso em: 10 abr. 2019.

1 comentário

  • Uau! Que história!

    Sergio Izidoro Responder

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