Peter Debye (1884-1966)

Peter Debye (1884-1966)

Petrus (Peter) Josephus Wilhelmus Debye nasceu em 24 de março de 1884, em Maastricht, Países Baixos. Peter estudou nas escolas elementares e secundárias na sua cidade natal, e então iniciou seus estudos no Instituto de Tecnologia Aachen em Rhenish, na Prússia, 30km de onde nasceu.
Lá, ele recebeu grau de engenharia elétrica em 1905, e em 1907 publicou seu primeiro artigo, apresentando neste uma forma elegante de resolver problemas envolvendo correntes alternadas em condutores produzidas por campos magnéticos oscilantes.
Em 1908, recebeu Ph.D em Física pela Munich University, por seus trabalhos sobre pressão de radiação, e em 1910 tornou-se professor dessa mesma universidade.
Uma de suas muitas contribuições para a ciência, foi ter desenvolvido um método para determinar o tamanho dipólos elétricos em moléculas, conseguindo extrair informações sobre a estrutura destas. Ele também criou o Modelo de Debye para Calor Específico, o qual estimava a contribuição do fônon para o calor específico nos sólidos.
Em 1923, Peter Debye e seu assistente Erich Hückel melhoraram a teoria de Svante Arrhenius sobre condutividade elétrica em soluções eletrolíticas, desenvolvendo a equação nomeada por Equação de Debye-Hückel. No mesmo ano, Debye desenvolveu uma teoria para melhor explicar o Efeito Compton, verificando independentemente o aumento do comprimento de onda de raios-X após colisões com elétrons.
Sem dúvidas, o prêmio mais honroso que Debye recebeu foi o Prêmio Nobel de Química, em 1936, por seu trabalho na determinação das estruturas elétricas e geométricas de moléculas por seus métodos de difração de raios-X, elétrons e determinação dos momentos de dipolo.
Peter foi professor de várias instituições durante seu período na Europa. Atuou nas Universidades de Zurich, Utrecht, Leipzig e Göttingen, nesta começando como chefe do Departamento de Física Teórica do Instituto de Física, tornando-se, mais tarde, diretor de todo o Instituto, lecionando em Física Experimental de 1914 até 1920.
Tornou-se diretor do Instituto Max Planck e professor de Física na Universidade de Berlin, de 1934 até 1939. Peter também foi editor da revista científica alemã de Física  Physikalische Zeitschrift de 1915 a 1940, na qual grandes trabalhos foram publicados.
Em 1940, mudou-se para os EUA, tornando-se professor de Química e Chefe do Departamento de Química, da Universidade de Cornell, Ithaca, New York, recebendo cidadania americana em 1946.
Durante sua vida acadêmica, Peter Debye recebeu vários Doutorados Honorários de diversas universidades por suas contribuições, e foi associado com academias científicas de vários países, incluindo EUA, Países Baixos, Grã Bretanha, Alemanha, Dinamarca, Irlanda, Bélgica, Roma, Índia, Espanha, Hungria e Argentina.
Peter Debye foi casado com Mathilde Alberer, e tem um filho e uma filha.
Debye morreu em 2 de dezembro de 1966.
Texto por: Bruno Lisenko Ribeiro.
Referências:
[1] PRIZE, The Nobel. Peter Debye: Biographical. 2019. Disponível em: <https://www.nobelprize.org/prizes/chemistry/1936/debye/biographical/>. Acesso em: 03 abr. 2019.
[2] SCIENTISTS, Famous. Peter Debye: Biography. 2019. Disponível em: <https://www.famousscientists.org/peter-debye/>. Acesso em: 03 abr. 2019.

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