O sólido que desmancha no ar e a fluidez da modernidade

O sólido que desmancha no ar e a fluidez da modernidade

Marshall Berman defende que, a matéria é constituída de inúmeros pedaços menores. Nessas fatias menores da formação do todo, vê-se formar um quebra cabeças, completo ao fim forma-se então o todo, essa é a ideia primordial. Berman completa seu pensamento afirmando que conforme o tempo passa, e as condições se transformam, estas partículas menores tendem a se separar-se devido ao tempo de exposição a fatores que desgastam estas ligações. Conclui então que de fato, tudo que se diz sólido, ao ser jogado ao rápido demais no ar se modifica, podendo muitas vezes até mesmo se liquefazar.

Zygmunt Bauman foi um sociólogo, que argumenta a ideia da liquidez na modernidade, onde defende que os efeitos da estrutura social e econômica, são embasadis no que é descartável e efêmero. Levantando a fluidez da existência contemporânea, ao versátil mundo, onde nada é sólido de Berman, precavendo a teoria de Vida Líquida de Bauman, estamos todos perdidos caro leitor.

 

Cada vez mais, temos nosso subjetivo levado como algo não tão importante, deixamos nossa criatividade de lado, não produzimos, apenas copiamos. Esse processo que acontece, apenas porque não nos adequamos como sólidos em uma sociedade líquida, o desapego e a versatilidade estão gritando mais do que nunca, e muito mais alto do que sempre gritaram.

Texto por: Gabriele Chomen.

Referências:

BERMAN, Marshall. All That is Solid Melts Into Air. Simon And Schuster, 1982.

BAUMAN, Zygmunt. Vida Líquida.  Zahar, 2005.

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