Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.)

Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.)

Imagem: Busto de Aristóteles em mármore, cópia romana de um original grego em bronze por Lísipo, cerca 330 AEC; o manto em alabastro é uma adição moderna. Crédito: Após Lísipo – Jastrow (2006) (Domínio público). Fonte: Wikimedia Commons.


 Aristóteles nasceu em torno de 384 a.C. na pequena cidade de Estagira ao norte da Grécia. Seu pai, Nicômaco, era médico do rei da Macedônia. Este vínculo com a corte macedônia influenciou Aristóteles por toda sua vida. Acredita-se que sua mãe também morreu quando ele era ainda muito novo. Após a morte de seu pai, viveu sob os cuidados de seu guardião, Proxenus, o qual era casado com sua irmã, Arimneste.

 Sob os cuidados de seu guardião, ainda novo, Aristóteles estudava medicina. Quando atingiu a idade de 17 anos, Proxenus decidiu enviá-lo para Atenas, o maior centro intelectual daquela época, para concluir seus estudos. Em Atenas, Aristóteles decidiu ingressar na Academia de Platão, uma escola que possuía um curriculum em maior parte matemático e abstrato.

 A participação de Aristóteles na Academia era exemplar e este se tornou um grande professor, especialmente no tópico da retórica. Em 347 a.C, sob a morte de Platão, parecia que iria suceder Platão na liderança da Academia. Isso não aconteceu, principalmente pelo fato de que seu pensamento era voltado para um estudo que valoriza a observação científica, incluindo a análise das partes de um objeto, de maneira a constituir um todo. Por outro lado, Platão considerava o pensamento abstrato, das formas. Assim, segundo Aristóteles, as formas eram intrínsecas aos objetos, enquanto para Platão, as formas eram universais e existiam independentemente dos objetos. Em decorrência disso, Aristóteles rejeitava a teoria das formas de Platão. Por fim, não herdou a Academia e esta ficou sob os cuidados do sobrinho de Platão, Speusippus.

 Com a saída da Academia, Aristóteles foi convidado por Hermias para participar da corte em Mísia, onde, durante sua estadia de três anos, conheceu e casou-se com sua primeira esposa Pítias e tiveram uma filha, também Pítias. Após esses três anos, o local foi tomado pelos persas e Aritóteles mudou-se para Mitilene a convite do rei Phillip II para prestar tutoria ao sei filho de 13 anos Alexandre, o qual ficará conhecido como Alexandre, o Grande. Com o passar do tempo, tanto Alexandre quanto Phillip compensavam muito bem Aristóteles por seu trabalho. Após a morte do rei Phillip, Alexandre sucedeu ao trono e em meio as suas conquistas, uma delas foi Atenas.

 Quando chegou à Atenas, Aristóteles decidiu montar sua própria escola, com a autorização do rei Alexandre, em um local chamado Liceu. Enquanto dava aulas pelo Liceu, tinha o costume de caminhar enquanto falava, obrigando seus estudantes a lhe seguirem pela escola, assim, acabaram apelidados de Peripatéticos (àqueles que se ensina passeando). Por outro lado, a escola de Platão ainda era muito influente e dessa vez comandada por Xenócrates.

 No mesmo ano da abertura de sua escola, sua esposa faleceu. Pouco tempo depois conheceu Herpyllis com quem teve um filho que deu o mesmo nome de seu pai Nicômaco. Em 323 a.C., Alexandre, o Grande morreu e o governo pró-macedónio foi derrubado. Logo, o sentimento anti-macedônio se tornou tão grande que Aristóteles foi acusado de impiedade. De modo a escapar da acusação e de não ter o mesmo destino que Sócrates, decidiu fugir para Cálcis na ilha de Eubeia, onde, no seu primeiro ano de estadia, faleceu devido a complicações abdominais.

Texto por: Marcelo H. Penteado 

Referências

Internet Encyclopedia of Philosophy. Aristotle (384—322 B.C.E.). Disponível em <http://www.iep.utm.edu/aristotl/#H2>. Acesso em 05 jun. 2016.

Bio. Aristotle Biography. Disponível em <http://www.biography.com/people/aristotle-9188415>. Acesso em 05 jun. 2016.

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