Projeto Sirius

Projeto Sirius

A primeira etapa da obra do Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração que compõe a maior estrutura científica do Brasil, foi inaugurada na quarta-feira 14 de novembro de 2018, em meio ao otimismo pela continuidade dos trabalhos em 2019.

A nova fonte de luz síncrotron é o resultado de um processo de expansão da atividade científica e tecnológica no Brasil, para o qual há a inegável contribuição do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). A definição atual do projeto Sirius é fruto de um processo contínuo de transformação e amadurecimento, ao longo do qual houveram diversos marcos importantes.

O que é luz síncrotron?

A luz síncrotron é uma radiação eletromagnética que pode ser usada para a observação das estruturas internas dos materiais, como átomos e ligações químicas. Esse tipo de radiação é produzido quando partículas dotadas de carga elétrica são desviadas de sua trajetória por um campo magnético externo.

Segundo Antônio José Roque da Silva, os primeiros estudos do projeto Sirius começaram em 2009, quando nascia a terceira geração de síncrotrons, que é a usada pela comunidade científica atualmente.

Imagem 1: Sirius, a nova fonte de luz síncrotron brasileira, será a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no País e uma das primeiras fontes de luz síncrotron de 4ª geração do mundo

“O projeto foi feito entre 2009 e 2012 e foi sendo estruturado, protótipos foram sendo fabricados, ou seja, o projeto evoluiu até que nós decidimos que estávamos prontos para uma apresentação […]

Então, em 2012 formado o comitê, com representantes dos Estados Unidos, Europa e da China.

No entanto, o diretor destaca que durante a avaliação, o comitê deu uma recomendação, que mudou todo o rumo do projeto.

“Eles analisaram e disseram o projeto estava excelente pelos padrões de hoje e o hoje era 2012. Só que eles falaram que o mundo estava iniciando, através de um projeto na Suécia, uma nova geração síncrotrons […] era um avanço tecnológico que ia aumentar o brilho. Aí, eles recomendaram uma análise para construir algo parecido”, explica.

Então, os pesquisadores concluíram que era necessário seguir a nova tendência de síncrotrons para não nascer numa tecnologia abaixo. “Reprojetamos o Sirius inteiro para o desenho atual dele e que passa, então, nesse momento a ser pioneiro, inclusive aproveitando o que tinha sido aprendido com o síncrotron sueco [..]

Curiosidades sobre o Sirius

  • Sirius é o nome da estrela mais brilhante da constelação de Canis Major e é a estrela mais brilhante do céu noturno;
  • Serão usados mais de 700 quilômetros de fios, 900 fontes e 1350 magnetos em um complexo de 68.000 m²;
  • A proteção radiológica em torno do anel principal de Sirius será feita com 1 quilômetro de concreto, de espessura variável entre 0,8 m e 1,5 m;
  • Os elétrons deverão dar cerca de 600.000 voltas no anel principal de Sirius a cada segundo sem oscilar mais que 150 nm (150.10-9 m, ou 0,00000015 m) do centro de sua trajetória;
  • Um vácuo parcial será formado no anel principal de Sirius. Seu interior terá uma pressão cerca de um trilhão de vezes menor (10-7 Pascal) que a pressão atmosférica.

Texto por: Natália Silva de Souza

Referências:

[1] HELERBROCK, Rafael. “Projeto Sirius”; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/fisica/projeto-sirius.htm>. Acesso em 20 de novembro de 2018.

[2] Steganha, Roberta. “Sirius está no limite do que a física permite”, G1 disponível em <http://glo.bo/1NBwKvM>. Acesso em: dia 20 de novembro de 2018.

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