Prêmio Nobel em Física – 1932

Prêmio Nobel em Física – 1932

K. Heisenberg; Fonte: site Nobel Prize.


O Prêmio Nobel de Física de 1932 foi concedido a Werner Karl Heisenberg “pela criação da mecânica quântica, cuja aplicação, entre outras coisas, levou à descoberta das formas alotrópicas do hidrogênio”.

A mecânica quântica desenvolvida por Heisenberg, foi aplicada tanto por ele mesmo, como por outros cientistas ao estudo das propriedades dos espectros de átomos e moléculas, e produziu resultados que concordam com a pesquisa experimental. Em especial, deve ser mencionado o trabalho de Heisenberg com moléculas constituídas por dois átomos similares, no qual aplicou sua própria teoria da mecânica quântica e   descobriu, entre outras coisas, que a molécula de hidrogênio deve existir em duas formas diferentes. Posteriormente, esta previsão de Heisenberg foi confirmada experimentalmente.

A nova mecânica quântica acarretou em grandes mudanças nas concepções que se tinham do mundo microscópicos, principalmente a respeito da imutabilidade das partículas. Heisenberg mostrou que, de acordo com a mecânica quântica, é impossível determinar, em um determinado instante de tempo, tanto a posição ocupada por uma partícula quanto sua velocidade. Ou seja, quanto mais se tenta estabelecer a posição exata de uma partícula, mais incerta se torna a determinação de sua velocidade, e vice versa. Isto ficou conhecido como o “Princípio da Incerteza” de Heisenberg. Além disso, também é impossível realizar a medição da situação de um átomo ou molécula sem que os próprios instrumentos empregados, iluminação, etc. alterem a situação que está sendo examinada. Em consequência deste inconveniente, a mecânica quântica é descrita em termos de probabilidades

Heisenberg nasceu no dia 5 de dezembro de 1905, em Würzburg, na Alemanha, e morreu no dia 1 de fevereiro de 1976, em Munich, na Alemanha Ocidental (atual Alemanha). Na época em que recebeu o Prêmio Nobel, trabalhava na Leipzig University.

Autor do texto: Felipe Leria Stefenon.

Revisão: Felipe Leria Stefenon.

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