“A NASA devia estudar isso”

“A NASA devia estudar isso”

“A NASA devia estudar isso”, você com certeza já ouviu essa frase pelo menos uma vez ou já leu em algum mene nas redes sociais, numa foto tirada de maneira “levemente” estranha, nos comentários desnecessários em uma publicação ou em um vídeo muito sutil, não é verdade? Talvez você mesmo já tenha dito isso, mas o que você viu ou leu se enquadra nas áreas de estudo da NASA? Afinal de contas, você sabe o que ela realmente estuda? Então vamos conhecer um pouco da história, pesquisas e estudos desta instituição tão grande.

 NASA significa Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica, (National Aeronautics and Space Administration), é a Agência Espacial Americana. Em outubro de 1957, a Rússia lançou o Sputnik da Unidade de Teste de Foguetes da União Soviética. Este lançamento fez com que, no mesmo ano, fosse criada a NASA para competir com os russos na corrida espacial. Pelo Projeto Apollo, ela enviou os dois primeiros astronautas que pousaram no solo lunar, em 20 de julho de 1969 e outros 10 os seguiram desde então. Este é o órgão que responde pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial.

 Após Apollo, a NASA se focou na criação de uma nave reutilizável que provesse acesso regular ao espaço: o ônibus espacial. Lançado pela primeira vez em 1981, desde lá diversos ônibus foram utilizados, totalizando mais de 130 lançamentos antes de serem aposentados. Ela foi responsável por diversos programas de pesquisa no espaço, enviando ônibus espaciais como o Columbia, o Challenger e o Discovery, que transportou o telescópio Hubble. Depois, enviaram o Atlantis e por último, o Endeavour. Além de desenvolver o primeiro satélite de meteorologia e comunicação do mundo.

 Em função da grave crise econômica que vem enfrentando o estado norte-americano, o governo decidiu, no final do mês de julho de 2011, encerrar as atividades com ônibus espaciais. Porém a NASA junto às agências espaciais de outros 14 países – incluindo o Brasil – veem a necessidade da presença humana constante no espaço e, assim, criou-se a Estação Espacial Internacional, que abriga ininterruptamente um grupo de astronautas. Inclusive o brasileiro Marcos César Pontes, já esteve nessa estação, no início de 2006.

 A Sede da NASA, em Washington, fornece orientação e direção geral à agência. Ela possui dez centros de campo e uma variedade de instalações para conduzir o trabalho todos os dias, em laboratórios, em campos aéreos e nas salas de controle. A NASA conduz seu trabalho em quatro organizações principais, chamadas missões diretoras:

  • Aeronáutica: que administra as pesquisas focadas em atender a demanda global de mobilidade aérea de maneira mais amigável e sustentável ambientalmente;
  • Operações e Exploração Humana: focada nas operações da Estação Espacial Internacional, no desenvolvimento de habilidades de voo espacial comercial e exploração humana além da órbita baixa na Terra;
  • Ciência: explora a Terra, o sistema solar e o universo, traça a melhor rota da descoberta e colhe os benefícios da Terra e da exploração espacial para a sociedade.
  • Tecnologia Espacial: desenvolve e inova tecnologias revolucionárias e de alta recompensa rapidamente que permitem futuras missões da NASA.

 Desde o início do século 21, a NASA vem estendendo nossos sentidos para vermos os confins do universo, enquanto expande as fronteiras do voo espacial humano para cada vez mais distante da Terra. A humanidade está pronta para assumir seu próximo Grande Salto. Na Terra e no espaço, a agência está desenvolvendo novas habilidades para enviar futuras missões humanas a asteroides e a Marte. Estuda-se que Marte já teve condições adequadas para a vida e a exploração futura dessa Jornada pode descobrir isso.

 Para enviar astronautas mais longe no sistema solar, a NASA está desenvolvendo os foguetes e veículos espaciais mais avançados que já foram projetados. A nave espacial Orion transportará quatro astronautas para missões além da Lua, sendo lançada da Flórida, a bordo do Space Launch System (SLS). Testando outras capacidades voo espacial para cumprir a meta de enviar seres humanos a Marte, incluindo propulsão avançada e espacial, a NASA está desenvolvendo a Missão Asteroid Redirect, a primeira missão para identificar, capturar e redirecionar um asteroide próximo à Terra para uma órbita estável ao redor da Lua, onde os astronautas irão explorá-lo durante década de 2020.

 Além de tudo isso a NASA está estudando a Terra através de naves espaciais e ajudando a responder os desafios críticos que nosso planeta enfrenta: alterações climáticas, aumento do nível do mar, os recursos de água doce e eventos climáticos extremos.

 Recentemente a sonda New Horizons passou por Plutão (julho de 2015), fornecendo as visões mais próximas que já tivemos do planeta anão e a sonda Juno chegou em Júpiter em julho deste ano (2016). Os telescópios da NASA também estão observando os confins do universo e seus primeiros momentos de existência, ajudando-nos a compreender nossa origem, evolução e destino.  Um exemplo é o Telescópio Espacial Hubble, que por mais de 25 anos, tem essa mesma missão. A NASA está desenvolvendo um sucessor para ele, o Telescópio Espacial James Webb.

 Ao longo de sua história, a NASA realizou e financiou pesquisas que levaram a inúmeras melhorias para a vida aqui na Terra. Este é um momento único para a NASA por conta de todo esse incentivo e desenvolvimento. Inúmeros trabalhos estão sendo desenvolvido atualmente, você pode ler sobre eles aqui. Nesse espaço você verá que nada se assemelha aos estudos que a NASA deveria fazer com aquelas pessoas das redes sociais. Então não meu caro, provavelmente a NASA não vai estudar a “zueira” sem limites do brasileiro.

Texto por: Bárbara de Almeida S.

 Referências:

Significado de NASA. Disponível em: <https://www.significados.com.br/nasa/>. Acesso em: 09 de out. de 2016.

What Does NASA Do?. Disponível em: <https://www.nasa.gov/about/highlights/what_does_nasa_do.html>. Acesso em: 09 de out. de 2016.

NASA. Disponível em: <https://www.nasa.gov/>. Acesso em: 09 de out. de 2016.

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