Levar crianças para o teatro como um dos objetivos do Feteco desse ano

Levar crianças para o teatro como um dos objetivos do Feteco desse ano

O teatro é uma das manifestações artísticas mais completas, propiciando a narração de histórias que encantam a plateia. Ao chegar a sua 22. edição, o Feteco, que é o Festival de Teatro do Unicentro, buscou, então, propiciar a democratização dessa linguagem. Por isso, todas as peças tiveram entrada gratuita e foram definidas pensando em atingir diferentes públicos. Um deles, foi o das crianças. Nesse ano, foram dois espetáculos infantis e três sessões.

Nós temos a maior obrigação de preservar essa cultura, das pessoas irem ao teatro. As crianças vieram de outros municípios para assistir e isso é muito importante. A gente vê o brilho nos olhos delas. Então, isso que é importante para a criança e para o adulto, essa manifestação cultural que a Unicentro tem que preservar”, afirma a agente universitária Elizabete Lustoza sobre o papel dom Festival de Teatro da Unicentro na democratização da cultura.

As encenações infantis do Feteco foram acompanhadas por alunos de escolas públicas de Guarapuava e de outras cidades da região. Para as crianças, tudo era novidade. Muitas delas visitavam o Teatro Municipal de Guarapuava e assistiam a um espetáculo teatral pela primeira vez. A Maria Luiza Ribeiro, aluna do Colégio Estadual Dulce Maschio, era uma delas. “Eu gostei muito porque é minha primeira vez aqui e porque as apresentações aqui, pelo que eu, vi são muito legais”.

Um das peças infantis do Feteco 2019 propôs um passeio pelas histórias e características do estado do Paraná. O espetáculo “Encantos” foi encenado pelo Grupo Arte & Manha, de Guarapuava. “O teatro, com certeza, ele é uma ferramenta fundamental para o crescimento artístico e criativo do censo crítico de todas as crianças. Então, quando ela tem esse acesso, seja assistindo espetáculos ou quando ela vivencia e experiência a atividade teatral, todas as artes que sejam, ela se modifica. E, quando ela se modifica, ela modifica tudo a sua volta”, destaca o diretor da peça, David Felchak, sobre a importância de um espetáculo teatral para um público formado por crianças.

Avanice Krauze é educadora do Projeção, um projeto social desenvolvido no Distrito de Entre Rios. Ela aprovou a iniciativa da companhia em trabalhar a história do estado. “Eu acho muito importante oportunizar a eles essa experiência, até porque trazer dos livros a história do Paraná dessa forma no teatro eu achei muito importante e muito bonito eles terem essa experiência”.

Já o espetáculo “O menino que amarrava tudo” é encenado pela Companhia do Abração, de Curitiba. Na história, o menino Leleco, que tem dificuldades em se comunicar, passa a se expressar por meio do corpo e, assim, consegue enfrentar seus medos. Segundo a diretora da peça, Letícia Guimarães, a história permite que as crianças percebam a importância de falar sobre seus sentimentos. “Eu acho que o mais importante de tudo é a gente respeitar as diferentes formas e possibilidades de comunicação. Nosso menino, o Leleco da história, ele era diferente. Então, o respeito pelo diferente é importantíssimo. A gente já fez algumas apresentações em Curitiba e região com escolas públicas. A maioria das crianças se reconhecem e se emocionam, ou por serem diferentes ou por terem colegas, parentes que são diferentes”, finaliza.

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