Estudantes e professores da Unicentro participam do Rondon Paraná

Estudantes e professores da Unicentro participam do Rondon Paraná

Além de fomentar o ensino e a pesquisa, também é papel da universidade desenvolver ações em prol da comunidade. Esta tarefa é chamada de extensão, que é quando a instituição de ensino estende suas atividades para que mais pessoas possam ser beneficiadas por elas. “A gente acredita muito que a aproximação do estudante com a comunidade, principalmente antecipando as ações que ele vai desenvolver depois de profissional, tem um ganho super significativo, porque ele consegue confrontar aquilo que ele apreende em sala de aula, vai lá na comunidade, dialoga, vê o que funciona, o que não funciona, aprimora esse conhecimento e gera um conhecimento novo”, Favorecimento que é recíproco para os estudantes que participam de ações extensionistas, defende a pró-reitora de Cultura e Extensão da Unicentro, professora Elaine Maria dos Santos.

Esse tipo de aplicação prática do conhecimento adquirido na universidade também foi destacado pelos alunos do campus Irati da Unicentro, que passaram duas semanas no município de Imbaú, no interior do estado, desenvolvendo atividades da Operação Rondon Paraná. Uma das acadêmicas que participou do projeto foi a Lirian Simões Krupek, que estuda Psicologia na Unicentro. “Colocando em prática o que eu aprendo na Psicologia, eu consegui me ver enquanto profissional. Isso também me ajuda a voltar agora para um segundo semestre e para a segunda metade do curso de uma forma mais dedicada e de uma forma mais responsável”, avalia.

Uma das ações desenvolvidas foi a revitalização da biblioteca municipal (Foto: arquivo pessoal)

A Operação Rondon em Imbaú foi coordenada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e contou com a parceria da Unicentro para a realização de ações transformadoras, buscando promover soluções para os problemas do município. “Aquelas atividades que a gente desempenhou, que a gente levou nosso conhecimento universitário, nosso conhecimento acadêmico teve um valor imenso, mas aquelas que a gente levou nosso conhecimento de ser humano também. Uma das atividades que mais se destacou, que eu poderia falar, foi a pintura da biblioteca, a pintura, a limpeza e a restauração que a gente acabou fazendo na biblioteca de Imbaú”, conta Lirian.

A professora Amanda Brait Zerbeto, do Departamento de Fonoaudiologia, acompanhou a comitiva de 11 alunos da Unicentro dos cursos de Fono, Geografia, História, Engenharia Ambiental e Psicologia. Ela também destacou a revitalização da Biblioteca Municipal Paulo Freire, da cidade de Imbaú, como uma das ações mais interessantes do projeto. “Eles pediram que a gente revitalizasse a biblioteca, que já tinha o nome de Paulo Freire. Então, a gente fez uma caricatura dele, colocou uma frase, fez uma parede toda colorida e, na parte interna, a gente fez uma parte para crianças. A gente conseguiu 1000 livros de arrecadação e, aí, eles revitalizaram todo o espaço, pintaram, limparam, fizeram um jardim na frente, para que a biblioteca fosse um lugar que as pessoas quisessem frequentar”.

Além de melhorias estruturais, o Rondon também busca a melhoria das condições de vida e bem-estar da população dos locais visitados. Para isso, foram ministradas oficinas de variados temas, em espaços como escolas, praças e comunidades rurais, com o objetivo de oferecer conhecimentos para todo o tipo de público, desde crianças até idosos. De acordo com a professora Amanda, as oficinas da Operação Rondon em Imbaú atingiram cerca de 1800 pessoas. Para ela, esse contato direto com a população contribui significativamente para que os estudantes da Unicentro se preparem para a vivência profissional.

Ações com as crianças de Imbaú também foram desenvolvidas pelos rondonistas (Foto: arquivo pessoal)

Eu acho que a gente tem que formar o aluno para o mundo, para o mundo real. Então, para mim, proporcionar que o aprendizado, toda a teoria que a gente vê aqui em sala, seja aplicado numa cidade com pessoas de verdade, numa população que, realmente, precisa disso, e ver que os alunos conseguem fazer essa transição da teoria para prática. Acho que é o que eu mais quero como docente, que a gente forme profissionais que estejam preocupados com a realidade local, com a realidade da nossa população, e que as nossas ações sejam de acordo com o que a população precisa”, conta Amanda.

A coordenadora das atividades em Imbaú foi a professora Ana Paula Veber, que é docente do curso de Farmácia da UEPG. Para ela, a parceria estabelecida com a Unicentro para a Operação Rondon Paraná foi muito frutífera. “A UEPG tem tentado chamar as outras estaduais, as nossas irmãs aqui , as públicas, estaduais do Paraná para participar do projeto. Foi uma parceria supertranquila. Todos os professores e os alunos da Unicentro, assim como os da UEPG, com bastante perfil extensionista. Então, foi bem fácil e bem tranquilo da gente tocar o trabalho”.

Essa união entre as instituições públicas de ensino também foi destacada pela pró-reitora de Extensão e Cultura da Unicentro, que reconhece a importância de se trabalhar conjuntamente em prol da comunidade. “As parcerias hoje são e sempre foram muito importantes, principalmente nas instituições públicas, porque nós temos que potencializar o pouco que nós temos. Então, a parceria com a UEPG foi super importante, sozinhos não conseguiríamos realizar como foi realizado. Para o ano que vem, nós teremos o Rondon Paraná e, com certeza, nós faremos a divulgação aqui internamente para que a gente tenha uma proposta nossa”, afirma.

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