Abertas inscrições para Programa de Bolsas de Inclusão Social

Abertas inscrições para Programa de Bolsas de Inclusão Social

Em 2018, Lidiane Liesek saiu da casa dos pais, em Medianeira, para cursar Nutrição na Unicentro. Mais de 300 quilômetros de distância separam sua cidade de origem de Guarapuava. Se hoje ela está no terceiro ano do curso de graduação, parte da permanência se deve ao fato de que, desde o ano passado, ela é bolsista de extensão. “A bolsa, com certeza, me ajudou na minha permanência na universidade. Porque ela me ajuda com os custos que tenho, porque além disso eu moro longe dos meus pais, então é difícil para eles me bancar. Com a bolsa, ela consegue me ajudar muito com os custos que eu tenho na universidade. Sem ela, muito provavelmente, eu já teria desistido da faculdade e voltado para minha cidade. Com ela, eu ainda consigo me manter na universidade”, conta.

Por mês, ela recebe 400 reais para dedicar 20 horas semanais ao projeto de extensão coordenado pela professora Paula Chuproski, do Departamento de Nutrição da Unicentro, que, em parceria com a Pastoral da Criança, desenvolve ações de nutrição e de alimentação com gestantes, mães e crianças de até seis anos de idade de dois bairros de Guarapuava – o Bonsucesso e o Residencial 2000. “Nós vamos no bairro e debatemos, na forma de uma roda de conversa, com essas mães, com essas participantes do grupo”, conta Paula.

O mesmo valor recebido por Lidiane como bolsista de extensão, é repassado também ao Michel Vicentim, que participa de um projeto de pesquisa, a chamada iniciação científica. Para ele, que cursa Agronomia na Unicentro, a bolsa também é um dos fatores que têm contribuído para a conclusão da faculdade. “A bolsa me ajudou a permanecer um pouco na faculdade, pois é dos meus sonhos me formar em Agronomia. Então, isso acaba sendo para mim mais um dos motivos grandes de eu ficar na faculdade. Digamos que uns 50% influenciou na minha permanência”, avalia o estudante.

Tanto Michel quanto Lidiane recebem bolsas do Programa de Bolsas de Inclusão Social, o Pibis, que, anualmente, possibilita que a Unicentro conceda essas ajudas de custo para a realização de projetos de pesquisa e de extensão a estudantes, de todos os cursos e campi da universidade. A única exigência é ter ingressado na instituição como cotista ou ser oriundo de escola pública, como detalha a diretora de Extensão da Unicentro, professora Vania Gryczak. “Ser aluno oriundo de escola pública, tendo cursado, no mínimo, duas das últimas quatro séries do Ensino Fundamental e todas as séries do Ensino Médio em escola pública municipal, estadual ou federal, sendo possível a exceção de um ano letivo, o terceiro ano do Ensino Médio cursado em escola particular. Além de não possuir nenhum curso superior concluído”.

As inscrições para os projetos a serem desenvolvidos dentro do Programa Institucional de Bolsas de Inclusão Social entre primeiro de agosto de 2020 e 31 de julho de 2021 já estão abertas. No caso da pesquisa podem ser feitas até oito de junho e para a extensão até o dia 15 do mesmo mesmo. Nas duas modalidades, as inscrições são feitas no Sistema de Gestão Universitária, em Saapi, que é o Sistema de Acompanhamento e Avaliação de Projetos Institucionais. As bolsas são condicionadas ao repasse das mesmas para a Unicentro pelas duas agências fomentadoras – o CNPq, nacionalmente, e a Fundação Araucária, pelo estado. “Os critérios de concessão de bolsas são em função da pontuação do orientador”, explica o diretor de Pesquisa da Unicentro, professor Luciano Farinha. “Vai se distribuindo as bolsas por área de conhecimento em função da demanda”.

A professora Aline Genú, do Departamento de Agronomia, é a orientadora do Michel. Ela conta que participa do Pibis desde 2015, reconhecendo a importância da iniciativa. “O programa Pibis é importante porque ele permite o acesso de um maior número de alunos aos programas de pesquisa e extensão da nossa universidade e, com isso, a gente tem a formação de um maior número de recursos nessas áreas – de pesquisa e extensão – para desenvolver, então, atividades futuras, quem sabe, nos programas de mestrado e doutorado, que nós temos no país”.

Para além disso, segundo a professora Paula Chuproski, que participa do Pibis desde 2016, a importância do programa vai além do aspecto acadêmico. “Na minha opinião, esse programa é importante por dois fatores principais. O primeiro deles, porque ele propicia ao aluno uma vivência na extensão universitária, essa vivência, esse contato com a comunidade que é muito importante para a formação acadêmica do aluno que participa de um projeto extensionista. E o outro fator que eu considero bastante importante é o fato do aluno receber uma bolsa. É um valor que é um incentivo para o aluno e, dado que é um aluno de inclusão social, provavelmente esses alunos que são bolsistas Pibis, eles permanecem na instituição por conta dessa bolsa, muitas vezes por ser um incremento e um fator que vai evitar a evasão”.

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