Superintendência Estadual de Cultura destina livros do Profice para o projeto Florescer

Superintendência Estadual de Cultura destina livros do Profice para o projeto Florescer

A superintendente de Cultura do Paraná, Luciana Pereira, aproveitou sua passagem por Guarapuava para fazer a entrega de 660 livros infanto-juvenis ao projeto de extensão “Florescer: a comunicação na efetivação de política pública para mulheres”, que é vinculado ao programa Universidade sem Fronteiras (USF). Parte dos exemplares foram entregues, ainda durante a estada da superintendente na cidade, para as crianças do terceiro ano da Escola Municipal Hipólyta Nunes Oliveira, que já finalizaram as oficinas Maria da Penha nas escolas, realizadas pelo Florescer.

Luciana conta que a ideia da doação dos livros foi do Florescer. “O Florescer é um projeto incrível, de excelência. O projeto é ótimo e as pessoas que fazem o projeto são muito comprometidas. Isso é um dos motivos pelo qual estou aqui. Veja bem, esses livros ficavam disponíveis para quem fosse até Curitiba. Mas essa foi uma ideia inspiradora para nós, para fazermos essa doação nas escolas. Não faz sentido um produto ficar centralizado em Curitiba, apenas para quem vai até lá”, afirma.

Superintendente Luciana entrega livros para a professora Dionéia, do terceiro ano (Foto: Florescer)

O repasse dos livros pela Superintendência Estadual de Cultura aconteceu depois de uma solicitação encaminhada pela coordenadora do Florescer, professora Ariane Pereira. As obras foram publicadas com recursos do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná e vão ser doados a todas as crianças que participam das oficinas Maria da Penha nas Escolas, realizadas pelo projeto em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres.

Eu acredito que isso mostra para as crianças a possibilidade que elas têm, ou seja, ver que, participando do dia a dia da escola, elas podem construir um futuro diferente do que elas vivem agora. Para o projeto, a vinda da Luciana Pereira até a escola é muito importante. Porque na medida em que as pessoas vão nos conhecendo, vendo o nosso trabalho e passam a valorizar o que é feito pelo projeto, também passam a defender que ele deve ter continuidade, pode ser replicado e aplicado em outros lugares”, explica Ariane.

A Anny Nicolly Soares Nascimento e a Maria Clara Guimarães ficaram felizes com a entrega e contaram que vão aproveitar bastante os livros que receberam. “Eu gostei muito de ganhar os livros, porque eu gosto muito de ler. No projeto eu aprendi sobre as violências, a lei Maria da Penha, e muitas coisas”, diz Anny. “Eu adorei ganhar o livro, porque eu adoro livros e gosto de ler. Eu gostei de participar do projeto, eu aprendi sobre as violências e sobre várias coisas. Eu também brinquei e gravei vídeos”, complementa Maria Clara.

Além das crianças, as escolas também recebem exemplares para as bibliotecas e caixas de leitura. Iniciativa que, segundo a diretora da Escola Municipal Hipólyta Nunes Oliveira, Sheronn Hartmann, é algo essencial para o desenvolvimento dos alunos. “Isso é algo a parte da realidade deles e que agrega muito para a escola. Essa entrega de livros é fundamental, tanto que eles nem quiseram sair para o recreio, quiseram ficar na sala lendo”.

Cada criança recebeu dois títulos (Foto: Florescer)

Ainda de acordo com a diretora, os assuntos abordados nas oficinas do projeto têm sido assunto recorrente dentro e fora da escola, em conversas entre as crianças, os professores e os pais dos alunos. “Depois que eles começaram as aulas do projeto, os pais vieram perguntar o que estava acontecendo, pois eles estavam comentando em casa. Alguns pais até vieram perguntar se o projeto irá continuar. Isso está saindo dos muros da escola e está indo para as famílias”.

A secretária de Políticas Públicas para Mulheres de Guarapuava, Priscila Schran de Lima, também acompanhou a entrega dos livros para as crianças da Escola Municipal Hypólita Nunes Oliveira. Ela destaca que, além de pensar a prevenção da violência contra a mulher, o projeto Florescer também pensa no bem-estar das crianças. E isso, para ela, auxilia na construção de uma sociedade mais igualitária, através da educação.

O projeto Maria da Penha nas escolas vai além daquilo que nós imaginávamos. Nós estamos aqui para, juntos, construir um novo projeto de cidade. No meu olhar, hoje, essa entrega de livros mostra que estamos indo além da prevenção de violência, que estamos construindo uma sociedade que acredita em cada uma dessas crianças”, defende Priscilla.

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