Internacionalização é tema de aula inaugural do Setor de Sociais Aplicadas do campus de Irati

Internacionalização é tema de aula inaugural do Setor de Sociais Aplicadas do campus de Irati

O processo de internacionalização das universidades brasileiras foi o tema da aula inaugural do Setor de Sociais Aplicadas, o Sesa, do campus de Irati. Além de recepcionar os calouros dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Turismo, o Setor, pensando em fortalecer a ideia de internacionalização do ensino superior, trouxe para os professores e alunos uma palestra tratando do tema.

Segundo o diretor do Sesa, professor Edélcio José Stroparo, a ideia é mostrar para os alunos que as experiências internacionais são possíveis dentro da universidade. “O principal objetivo de hoje é mostrar para os nossos alunos e professores que as experiências internacionais, elas são possíveis, estão ao nosso alcance. Nós queremos nesse momento, a curto prazo, incrementar essas experiências para que a internacionalização vá ganhando corpo e, de fato, os nossos cursos possam se situar em um outro patamar, deixar de atuar apenas na espera local, na esfera regional, mas pensar num outro âmbito, pensando no estado, pensando no país e pensando no exterior”.

Aula inaugural chamou a atenção para as possibilidades de internacionalização (Foto: Coorc)

Alunos e professores acompanharam a palestra ministrada pelo pesquisador Giancarlo Gomes, da Universidade Regional de Blumenau,a Furb. Intitulada “A internacionalização do ensino superior”, a conferência tinha como objetivo instigar o debate sobre as possibilidades e estratégias de internacionalização para os cursos vinculados ao Setor, bem como, apresentar aos acadêmicos como funcionam os processos de intercâmbio.

Nós vamos falar em, basicamente, em dois contextos. Como está o ensino superior hoje, a internacionalização do ensino superior hoje, os desafios que nós temos para superar essa barreira. E, aí, o foco principal é falar sobre intercâmbio para incentivar os alunos a fazer intercâmbio, dizer que é possível. Eu vou contar minha experiência. Têm alguns alunos meus que estão em processo de intercâmbio. Então, vai ser uma troca. Sei que tem uma aluna daqui que também fez intercâmbio, então vai ser nesse sentido”, explica Giancarlo.

Franciane Fernandes Galvão é professora da disciplina de Comércio Exterior, no curso de Administração, e também professora de Turismo. Para ela, eventos como esse possibilitam ganhos de oportunidade, na medida em que trazem uma contextualização para os estudantes, tratam da inclusão no mercado internacional, possibilitam um incremento do currículo e da rede de contatos desses futuros profissionais.

“A gente sabe que internacionalização em todo e qualquer sentido, seja empresa pública, empresa privada, é um ganho, traz um ganho de qualidade, um salto qualitativo de informação, de tecnologia, de mão de obra qualificada. E nós sabemos que, sendo um mercado globalizado, os alunos devem entender, estar em contato com o exterior para que o currículo melhore, para que a capacidade intelectual deles, a capacidade de desenvolvimento empregatício também cresça”, avalia.

Atividade reuniu professores e estudantes dos cursos do Setor de Sociais Aplicadas (Foto: Coorc)

Além de tratar sobre a internacionalização da universidade, a aula inaugural também tem como objetivo aproximar os cursos ligados ao Sesa. Segundo o professor Sérgio Luís Dias Doliveira, chefe do Departamento de Administração, a ação tende a fortalecer os laços entre os cursos de Administração, Ciências Contábeis e Turismo. A gente precisa de integração. Nós estamos recebendo alunos e esses calouros precisam saber que a universidade é um universo integrado. E a integração dos cursos do Setor de Sociais Aplicadas é importante como exemplo desse processo de desenvolvimento de conhecimento, de troca de experiências, de saberes. Esse é um processo que é fundamental a uma universidade e aos estudantes”.

Para o diretor do Setor de Sociais Aplicadas, a boa articulação entre os cursos também colabora para uma futura internacionalização do ensino como um todo. “Um momento muito legal, onde essa articulação – que extrapola os departamentos, uma articulação que permite a interdisciplinariedade – está ganhando força e isso caminha mais adiante para a internacionalização”.

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