Alunos e egressos de Jornalismo da Unicentro são campeões em duas categorias do Prêmio Sangue Novo

Alunos e egressos de Jornalismo da Unicentro são campeões em duas categorias do Prêmio Sangue Novo

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, anualmente, promove o Prêmio Sangue Novo no Jornalismo Paranaense que, em, 2018, chegou a sua 22. edição, buscando contribuir para a melhoria do ensino nos cursos de Jornalismo do estado. Nesse ano, segundo o Sindijor-PR, foram mais de 600 trabalhos inscritos nas 23 categorias que integram a premiação. A Unicentro não apenas participou como foi finalistas com dois trabalhos. Para a diretora de Cultura do Sindicato, Silvia Valim, o Sangue Novo é uma vitrine para o mercado de trabalho. “O jurado grava o nome daquela pessoa que fez o trabalho – diferencial talvez de uma qualidade técnica, diferencial na apuração, nas fontes escolhidas e isso vai fazer toda a diferença quando ele se formar. Porque aquele profissional lembra, e ele chama, indica”, avalia.

Alunos e egressos estiveram presentes na cerimônia de premiação em Curitiba (Foto: arquivo pessoal)

Com o apoio da Reitoria da Universidade, os alunos e recém-formados finalistas foram à Curitiba acompanhar a premiação. E os dois grupos conquistaram os primeiros lugares nas categorias em que concorriam. Um dos trabalhos vencedores foi o “Expresso”, na categoria Jornal Laboratório Impresso. A produção do jornal, no ano passado, foi dos alunos que estavam no segundo ano de Jornalismo, sob a orientação dos professores Edgard Melech e Renata Caleffi, nas disciplinas de Jornal-Laboratório e Design em Jornalismo. Integração entre disciplinas que, para a professora Renata, é uma das características da Universidade pública. “Só ajuda o aluno, que aprende com as duas disciplinas e mostra que o Jornalismo não é feito de uma coisa específica, mas de várias áreas convergentes, no caso a notícia e o design. Então, a integração, a interdisciplinaridade é fundamental no processo de ensino e aprendizagem”.

O prêmio foi resultado do trabalho realizado coletivamente por professores e alunos. “Todos participam de todo o processo. Desde a pauta, entrevista, reportagem, fotografia, diagramação e edição final”, detalha o professor Edgard Melech. Já para o aluno Matheus Buongermino, o prêmio também é um reconhecimento para o esforço dos estudantes, que produzem materiais de qualidade apesar de todas as dificuldades orçamentárias da Universidade. “A gente consegue ultrapassar isso, consegue ultrapassar as dificuldades. Isso é um motivo de vitória para a gente”, comemora.

O outro trabalho da Unicentro premiado no Sangue Novo desse ano foi o “Literatube”, na categoria “Projeto ou Produto Jornalístico Livre”. A produção, realizada como Projeto Experimental em 2017, é dos então alunos do quarto ano e hoje jornalistas recém-formados Caroline Albertini, Diego Canci, Fernanda Motter e Jeovana Wilke Moreira. “Foi um programa voltado para o YouTube, onde o objetivo é a cada programa a gente escolher e debater com professores da Literatura, com profissionais sobre as obras escolhidas. Foi uma proposta muito legal, um trabalho muito gostoso de fazer”, comenta a egressa Caroline Albertini.

Três dos quatro integrantes do grupo premiado em Produto Jornalístico Livre recebem o prêmio (Foto: arquivo pessoal)

Para a orientadora do “Literatube”, professora Ariane Pereira, o trabalho tem como diferencial a preocupação em trabalhar com novos modos de se produzir Jornalismo. “Se é um novo olhar para a produção jornalística e a gente ganha um prêmio, como o Sangue Novo, então ele também é uma demonstração de que a gente tem pensado os novos caminhos em que o jornalismo deve seguir de modo correto”.

Um dos jornalistas presentes na cerimônia de premiação, o apresentador do Bom Dia Paraná, Wilson Soler, destaca a importância do estudante aprender a fazer jornalismo, que será bom na medida em que der voz para a sociedade. “Nem sempre acontece dos grandes veículos chegarem a todos os lugares. Então, quando a gente vê o empenho dos estudantes tentando fazer cada vez melhor, a gente vê que vale a pena a gente apostar e ver que a Comunicação tem um grande potencial para continuar sendo transformador social. Eu fico, de fato, muito feliz quando eu vejo gente nova, sangue novo chegando com essa disposição”.

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