
Professora da Unicentro assume coordenação de Área de Avaliação de Geografia da Capes
A nomeação da docente Márcia da Silva ressalta a sua trajetória de 25 anos como pesquisadora
A professora Márcia da Silva, do Departamento de Geografia do Câmpus Cedeteg da Universidade Estadual do Centro-Oeste, assumiu a coordenação da Área de Avaliação de Geografia da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com mandato de quatro anos, conforme a Portaria nº 147/2026. Ela já atuava como coordenadora adjunta e tem ampla trajetória, com experiências como coordenadora de programa de pós-graduação, avaliadora, membro de comitês científicos e pesquisadora produtividade. A cerimônia de posse ocorreu em Brasília na última quarta-feira (10).
A coordenação de área é uma função estratégica porque, além de liderar processos avaliativos assegurando rigor técnico, transparência e equidade, envolve conduzir a construção coletiva dos rumos da pós-graduação em Geografia no Brasil. Esse trabalho contribui para a formulação de políticas de pós-graduação, ciência, tecnologia e inovação.
“A função tende a produzir impactos em várias dimensões, como um certo reconhecimento acadêmico nacional no que diz respeito à liderança acadêmica, conhecimento ainda maior da área, capacidade de gestão e ampliação da liderança científica em debates sobre qualidade e excelência acadêmica, estratégias de redução das desigualdades regionais, internacionalização, critérios de avaliação, políticas de formação de mestres e doutores, construção de indicadores para a Geografia, além de outras políticas públicas vinculadas a editais específicos”, afirma a professora.
De acordo com ela, outras questões relativas à atuação são as discussões sobre expansão, interiorização do Sistema Nacional de Pós-Graduação, fortalecimento de programas emergentes, valorização da extensão e impacto social da pesquisa. A professora Márcia pensa ser uma representação importante, ainda, por possibilitar a ampliação de redes institucionais com a Diretoria de Avaliação da Capes, com o Ministério da Educação e com coordenadores de programas de todo o país e de outras áreas do conhecimento.
“Considero que estar na coordenação de área contribui para ampliar a participação de instituições localizadas fora dos grandes centros nos espaços de formulação, gestão e tomada de decisão da pós-graduação brasileira”
Márcia da Silva, professora da Unicentro
Contribuição para a Unicentro
A docente destaca a importância de representar a Unicentro nesta instância. “Não se trata apenas de um reconhecimento individual, mas também da consolidação de uma instituição pública estadual na produção científica brasileira”, pontua. “A Geografia brasileira historicamente buscou ampliar sua diversidade regional e institucional. A presença de uma pesquisadora da Unicentro na coordenação da área reafirma esse compromisso com a pluralidade de perspectivas, experiências e realidades territoriais que caracterizam o Brasil”, completa.
Além disso, a professora Márcia acredita que a sua experiência será válida para o fortalecimento das atividades que desenvolve junto ao Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG) da Unicentro. “No âmbito do PPGG, esse conhecimento acumulado contribui para o aprimoramento contínuo dos processos de autoavaliação, planejamento estratégico e definição de metas institucionais, fortalecendo a capacidade do programa de responder aos desafios contemporâneos da pós-graduação. Da mesma forma, auxilia na identificação de oportunidades de financiamento, parcerias nacionais e internacionais e ações voltadas à ampliação da visibilidade e da inserção acadêmica do programa”, explica.
Bolsista produtividade
Outra notícia comemorada recentemente pela professora Márcia, que reconhece a sua trajetória na pesquisa construída ao longo de 25 anos, foi ter sido novamente aprovada pelo CNPq como bolsista de produtividade. O projeto a ser realizado neste ciclo se intitula “Quando o território rejeita: aporofobia socioterritorial, poder e fragilização da democracia”.
“A minha proposta parte dos resultados já alcançados e de novas questões teóricas, metodológicas e empíricas que emergiram ao longo da investigação nos últimos quatro anos. O foco está na compreensão da aporofobia, conceito criado pela filósofa espanhola Adela Cortina, que se refere à aversão, ao desprezo e à hostilidade direcionados às pessoas em situação de pobreza. Mais do que analisar a pobreza em si, o projeto busca compreender como a condição de ser pobre passa a ser socialmente estigmatizada e transformada em mecanismo de exclusão em determinados territórios”, conta a pesquisadora.
- Conheça o Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicentro.
Por Scheyla Horst
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