
Unicentro integra delegação paranaense em visita a universidade francesa sobre modelo de validação de experiências
As pró-reitorias de Ensino e de Pesquisa e Pós-Graduação participam de missão institucional na Universidade de Tecnologia de Compiègne

Representam a Unicentro os professores Karina Worm Beckmann (Proen) e Paulo Roberto da Silva (Propesp). O professor Aurélio Bona Jr. representa o CEE.
Durante esta semana, gestores da Universidade Estadual do Centro-Oeste participam de missão internacional mobilizada pela Fundação Araucária, compondo uma delegação paranaense que estreita relações com a Universidade de Tecnologia de Compiègne (UTC), na França. O foco da viagem é conhecer de perto a dinâmica do uso da Validação dos Conhecimentos Adquiridos pela Experiência (VAE) como uma resposta às transformações do mercado de trabalho e às possibilidades de reconhecimento de competências.
Representam a Unicentro a pró-reitora de Ensino, Karina Worm Beckmann, e o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação e presidente do Conselho de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (CPPG), Paulo Roberto da Silva. O professor da Unicentro e presidente da Câmara de Ensino Superior do Conselho Estadual de Educação (CEE), Aurélio Bona Júnior, também acompanha o grupo. Em 2025, a Unicentro recebeu a visita de uma comitiva da UTC, ocasião em que a metodologia VAE foi apresentada e discutida internamente.
A missão institucional também tratou de outros temas relevantes, como a internacionalização universitária, inovação acadêmica e aproximação entre universidades paranaenses e instituições francesas de ensino superior, com agendas em Paris e Compiègne.
Modelo VAE
De acordo com a pró-reitora da Proen, em território francês várias universidades adotam a perspectiva de diplomação por competências. “As experiências que a pessoa têm ao longo da sua vida são analisadas e podem ser aproveitadas de forma total ou parcial para a obtenção de um diploma”, comenta a professora Karina.
A UTC possui mais de duas décadas de trajetória com esse processo. “Foi uma visita bastante rica, pois nos permitiu perceber a rigorosidade com que eles tratam esse tipo de formação e a análise das experiências apresentadas pelas pessoas que têm interesse em obter um diploma a partir de uma formação por competências que eles tenham adquirido ao longo de suas vidas”, destaca a pró-reitora.
Segundo o pró-reitor da Propesp, Paulo Roberto da Silva, a visita foi relevante para conhecer melhor este sistema e a metodologia de reconhecimento, que é aplicável à pós-graduação também. “No Brasil temos uma legislação regulada pelo governo federal e para existir uma possível implantação dependemos de vários órgãos e etapas. No entanto, acredito que é importante entender o funcionamento para começar a discussão no Paraná e, quem sabe, avançar em nível nacional”, comenta o pró-reitor.
Para o professor Aurélio, a missão institucional subsidia as discussões acerca do modelo VAE no Paraná. “Nas visitas nós demos depoimentos, colocamos dúvidas, mostramos os pontos que consideramos positivos e desafiadores. Os anfitriões também puderam comentar a respeito das nossas percepções”, relata.
Como representante do CEE, ele aponta que sua atuação se pauta pela análise com relação, principalmente, às questões legais, que competem ao Conselho, tendo em vista que é necessário pensar regulamentações específicas para as diferentes áreas e níveis de formação. “Havendo a discussão e o interesse das nossas universidades na implantação de um modelo similar, será necessário rever uma série de normas sobre os cursos”, comenta.
Por Scheyla Horst
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