Aula inaugural do Setor de Ciências da Saúde do Câmpus de Irati aborda a inclusão no ensino superior

Aula inaugural do Setor de Ciências da Saúde do Câmpus de Irati aborda a inclusão no ensino superior

Nesta quinta-feira (28), o Setor de Ciências da Saúde (SES/I) do Câmpus de Irati da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) realizou a sua aula inaugural do ano de 2026. O evento no Auditório Denise Stoklos reuniu acadêmicos e docentes dos cursos de Educação Física, Fonoaudiologia e Psicologia para assistir à palestra “Inclusão no Ensino Superior: Pressupostos e Desafios”.

Segundo a diretora do SES, professora Kátia Alexsandra dos Santos, o tema dá sequência a discussões transversais que vinham sendo trazidas em eventos destinados a estudantes da área. “Já discutimos questões de gênero, relacionadas à infância, à raça. Então, achamos importante também trazer o cenário das pessoas com deficiência”, comenta a docente.

Representando a Pró-reitoria de Apoio aos Estudantes (Proae), a professora Eliane Cristina Pereira fez uma breve fala sobre os serviços de assistência oferecidos pela Unicentro para garantir a inclusão na universidade (Foto: Coorc)

A convidada para abordar o assunto foi a professora Laura Ceretta Moreira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que tem uma trajetória robusta de formação, produção acadêmica e trabalho relacionada aos estudos de inclusão.

“Temos muitos avanços, mas ainda muitos desafios, que ficam bastante reprimidos na educação básica, quando as pessoas que precisam das políticas de inclusão não conseguem concluir essa etapa do ensino, dificultando a sua entrada no ensino superior”, afirma a palestrante. “Chegando na universidade, as questões de acesso e de permanência de qualidade são ainda mais fortes, porque professores e professoras às vezes não têm informação sobre como proceder e às vezes as instituições têm poucos recursos econômicos para apoiar esse público”, complementa Laura.

Ao conectar o tema à realidade dos acadêmicos do SES, a palestrante afirma que a relação entre saúde e educação precisa ser fortalecida para lidar com questões contemporâneas da inclusão. “Hoje nós temos um movimento muito forte de tornar a educação mais clínica”, ressalta. “Por um lado, a gente fica feliz com o número de identificação de pessoas com deficiências – com autismo, superdotação – e por outro, a gente fica preocupado com a forma que essas avaliações vêm acontecendo. São questões seríssimas e que demonstram a necessidade de educação e saúde andarem juntas”, conclui Laura.

Por Amanda Pieta

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