A receita municipal apresentou estabilidade ao longo dos três primeiros trimestres de 2025. Houve crescimento do 1º para o 2º trimestre e leve queda no 3º trimestre, refletindo a sazonalidade dos repasses federais e estaduais.

ISSQN - IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA

O ISSQN apresentou crescimento consistente ao longo dos três trimestres, partindo de R$ 18,62 milhões no primeiro trimestre e atingindo R$ 22,41 milhões no terceiro. Este aumento de 20,3% entre o primeiro e terceiro trimestres reflete a expansão do setor de serviços no município. O segundo trimestre (R$ 20,74 milhões) já indicava esta tendência positiva, sugerindo que a economia local está se diversificando para além das atividades tradicionais.

IPTU - IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO

O IPTU apresentou comportamento atípico com pico extraordinário no segundo trimestre (R$ 20,35 milhões), mais de 6 vezes o valor do primeiro trimestre (R$ 3,21 milhões). Esta distorção pode ser explicada por fatores como regularização cadastral, inclusão de novas propriedades ou campanha de cobrança intensiva. O terceiro trimestre (R$ 9,38 milhões) mantém-se acima da média histórica, indicando possível revisão na base de cálculo ou ampliação da malha urbana tributável.

ITBI - IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS

O ITBI demonstra alta volatilidade intertrimestral, com o segundo trimestre (R$ 7,31 milhões) representando mais que o dobro do primeiro (R$ 3,38 milhões) e do terceiro (R$ 5,49 milhões). Esta oscilação é característica deste tributo, diretamente ligado ao mercado imobiliário local. O pico no segundo trimestre pode estar associado a grandes transações imobiliárias ou loteamentos registrados nesse período.

IRRF - IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE

O IRRF apresenta crescimento trimestral consistente: 1º Trim (R$ 11,79M) → 2º Trim (R$ 13,47M) → 3º Trim (R$ 15,03M). Este aumento acumulado de 27,4% sugere formalização do mercado de trabalho, crescimento nos rendimentos tributáveis ou maior eficiência na retenção na fonte. Como indicador econômico, reflete melhoria na renda média dos trabalhadores formais do município.

IPVA - IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES

O IPVA apresenta concentração extrema no primeiro trimestre (R$ 35,61 milhões – 59,4% do total acumulado), característica esperada devido ao calendário de vencimentos. A queda abrupta para R$ 17,02 milhões no segundo trimestre e R$ 7,24 milhões no terceiro segue o padrão histórico. Esta sazonalidade exige planejamento financeiro cuidadoso para evitar desequilíbrios nos trimestres subsequentes.

FPM - FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS

O FPM manteve relativa estabilidade nos dois primeiros trimestres (R$ 42,28M e R$ 42,21M), mas apresentou queda significativa de 24,1% no terceiro trimestre (R$ 32,04M). Esta redução pode estar relacionada a ajustes nas transferências federais ou critérios de repartição. Como transferência constitucional, sua variação impacta diretamente no planejamento financeiro municipal, exigindo cautela na projeção de receitas.

ICMS - IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS

O ICMS, principal fonte de receita própria do município, demonstrou notável estabilidade nos dois primeiros trimestres (R$ 42,76M e R$ 42,19M) e crescimento de 8,8% no terceiro (R$ 45,90M). Esta consistência reflete a robustez do comércio e da indústria locais. O aumento no terceiro trimestre pode estar associado a eventos sazonais ou recuperação pós-inverno do consumo interno.