Palestras comemoram criação do Instituto para Pesquisa do Câncer em Guarapuava

Palestras comemoram criação do Instituto para Pesquisa do Câncer em Guarapuava

O Instituto para Pesquisa do Câncer nasce com a ideia ou com o ideal de transformar a realidade da pesquisa do câncer na nossa região e não só aqui, mas tentar impactar a pesquisa no estado e no sul do país”. Assim foi definido, pelo médico David Figueiredo, que é chefe do Departamento de Medicina da Unicentro, o Instituto para Pesquisa do Câncer de Guarapuava e seus objetivos.

Concebido como uma associação sem fins lucrativos, o Instituto deve ter sua criação formalizada, no mais tardar, no início do próximo mês e as atividades devem iniciar em fevereiro de 2020. Ele é resultado de uma parceria entre a Unicentro, a Acig (Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava) e o Hospital do Câncer, vinculado ao Hospital São Vicente. “No formato em que está sendo contruído, ela será uma associação sem fins lucrativos, que vai ter uma gestão formada por um conselho de representantes as três instituições”, explica David.

Instituto é resultado de parceria entre Únicentro, Acig e Hospital São Vicente (Foto: Assessoria Faculdade Guairacá)

O Instituto deve formentar pesquisas de alto nível e ensino de qualidade. Mas, sobretudo, contribuirá com a sociedade na medida em que o câncer, em 2029, será a principal causa de morte no Brasil. Outras estatísticas reforçam a importância da iniciativa e do trabalho conjunto entre as iniciativas público e privada. No mundo, são 15 milhões de novos casos de câncer por ano, segundo a IARC (Agência Internacional para Pesquisa em Câncer). E essas notificações devem aumentar em 70% nas próximas duas décadas. Mais de oito milhões de pessoas morrem, por ano, no mundo vítimas de tumores malignos. Só no Paraná, são mais de 14 mil óbitos anuais – média de 38 por dia e dois por hora.

Sem dúvida nenhuma, um Instituto desse traz um impacto muito grande para a região, para Guarapuava, especialmente para o Hospital do Câncer e para a Unicentro, porque poderemos realizar pesquisas de alto nível e permitirá/possibilitará a formação de novos profissionais ou de profissionais da área de saúde com uma visão mais ampla e profunda sobre oncologia”, explica o coordenador de Medicina na Unicentro.

E para marcar a criação do Instituto para Pesquisa do Câncer em Guarapuava foram realizadas duas palestras – uma na Unicentro e outra na Faculdade Guairacá. As conferências “Projeto do genoma humano: passado, presente e futuro” e “Bem-estar, resiliência e compaixão são habilidades que podem ser desenvolvidas com treinamento” foram ministradas pelo diretor do Departamento de Biologia e Farmacologia do Câncer, da Faculdade de Medicina, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, Marcelo Bento Soares. E a vinda dele também está pautada pela própria criação do Instituto. Isso porque, segundo David, Marcelo é um dos parceiros de primeira hora da iniciativa guarapuavana. “Nós estamos construindo parceria com a própriaUSP (Universidade de São Paulo), com a UniversidadedeIllinois.Aparceria com os pesquisadores dessas instituições jáesta certa, mas nos queremos formar as parcerias institucionais”.

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