Professor da Universidade de Oxford passará duas semanas na Unicentro

Professor da Universidade de Oxford passará duas semanas na Unicentro

O conhecimento tem o poder de ampliar horizontes. Neste sentido, a universidade pode construir pontes para que possamos alcançar os saberes. Para a Unicentro, impulsionar o processo de internacionalização é muito importante para que os alunos tenham uma formação abrangente. “Através da internacionalização, ou seja, da parceria com professores e laboratórios de outras instituições, de outros países, nós conseguimos melhorar a qualidade da formação dos nossos estudantes, melhorar e ampliar as oportunidades de pesquisa, fazendo com que as nossas pesquisas nas áreas do conhecimento sejam mais robustas, mais alinhadas com a fronteira do conhecimento, com as questões colocadas em nível mundial”, discorre o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da universidade, professor Marcos Ventura Faria.

Esse alinhamento internacional no âmbito científico está sendo proporcionado para os estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais da Unicentro (PPGF), que funciona no campus Irati. O professor Evandro Tambarussi é docente do PPGF e convidou o pesquisador David Boshier, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, para passar alguns dias na Unicentro promovendo um intercâmbio de conhecimentos sobre recursos genéticos florestais. “Poucas universidades têm essa possibilidade de ter um professor, um pesquisador durante 15 dias para conversar com os estudantes de graduação, mestrado e doutorado e dar um curso, um treinamento em como fazer a manutenção e a conservação de recursos genéticos florestais”, defende.

Para recepcionar o pesquisador britânico na Unicentro, o PPGF e o Escritório de Relações Internacionais do campus Irati promoveram um café da manhã de boas vindas. Na ocasião, David, que além do inglês, também fala espanhol, adiantou um pouco do conteúdo do treinamento que ele vai ministrar na universidade ao longo da próxima semana. “O que queremos é abrir o olhar para que entender que há aspectos que são genéricos, aspectos da biologia reprodutiva que podem impactar de imediato a conservação, a regeneração e o manejo sustentável desses espécies. Então, este curto propõe colocar a genética dentro de uma contexto maior de manejo, incluindo seus aspectos social e econômico”, diz David Boshier.

No início de sua estadia, pesquisadora britânico foi recebido na reitoria (Foto: Coorc)

De acordo com o professor Evandro, que articulou a vinda de David para a Unicentro, o curso teve inscritos de diferentes atuações profissionais e de diversos locais do Brasil e da América do Sul. “São alunos de pós-graduação da Unicentro, da USP de São Paulo, da UNESP de Botocatu, também em São Paulo, da UFPR, do Espírito Santo e do Mato Grosso. Então, são alguns alunos de pós-graduação mais interessados nessa área de conservação genética, com profissionais de empresas privadas como Suzano, Klabin, e mais empresas públicas e que trabalham com conservação – por exemplo, o Instituto Florestal de São Paulo. Também tem empresas públicas e privadas de outros países como Argentina e Uruguai”.

O professor Evandro também comentou que a vinda do pesquisador de Oxford é uma oportunidade de iniciar um diálogo sobre um possível acordo entre a Unicentro e a universidade britânica. “Ele pode levar a nossa demanda para os escritórios internacionais da Universidade de Oxford para que a gente consiga firmar um acordo, para que os nossos alunos possam passar algum tempo lá na Universidade de Oxford e os alunos deles também tem muito interesse em passar algum tempo aqui”.

Esse assunto foi debatido em uma reunião com o reitor da Unicentro, professor Osmar Ambrósio de Souza, que conheceu David e salientou que a vinda dele é um exemplo do processo de internacionalização da universidade. “Para consolidar a internacionalização é importante que a universidade estabeleça relacionamentos com outras universidades por meio de intercâmbio de professores, de alunos, de projetos de pesquisa em conjunto. A vinda do professor aqui, ele traz conhecimentos e leva também conhecimentos, e isso que é a beleza do relacionamento internacional, é a troca de experiências”.

A agenda do professor David durante os próximos dias inclui uma visita até a Floresta Nacional de Irati, a Flona. Ele quer conhecer as espécies de árvores estudadas em uma dissertação de Mestrado co-orientada por ele em conjunto com o professor Evandro da Unicentro, e que agora terá continuidade como pesquisa de doutorado de um estudante do campus Irati. O britânico também vai participar de uma atividade organizada pelo Escritório de Relações Internacionais da Unicentro, que consiste em uma roda de conversa com alunos que estudam a língua inglesa.

Avatar

Deixe uma resposta