O papel do veterinário na saúde pública é discutido em evento

O papel do veterinário na saúde pública é discutido em evento

O Ciclo de Palestras de Extensão Rural é uma proposta da disciplina de mesmo nome, integrante da grade curricular do curso de Medicina Veterinária. O objetivo da ação é preparar os estudantes para uma das futuras atividades profissionais, que é divulgar e promover as atividades do meio rural. O evento é organizado pelos acadêmicos do quinto ano do curso e, neste ano, está na terceira edição.

De acordo com o professor Luiz Gonzaga Macedo, responsável pela disciplina, todas as atividades do Ciclo de Palestras ficam sob a responsabilidade dos alunos. O objetivo é aproximá-los da comunidade externa. “A proposta da disciplina é, exatamente, criar mecanismos de interação do nosso formando, do aluno do último ano com a comunidade externa, oportunizar aos alunos o exercício de toda a metodologia de organização de um evento – desde o planejamento, a realização, avaliação e apresentação dos resultados – que é o que as empresas de extensão lá fora vão cobrar dele”.

Neste ano, o evento teve como tema “O veterinário na Saúde Pública” e o assunto foi abordado em duas palestras. Uma delas foi ministrada pela médica veterinária Lucinéia Rudiak e versou sobre “A atuação do médico veterinário nos núcleos de apoio a saúde da família”. “É uma área que existe há bastante tempo, mas nem a comunidade tem o conhecimento de que o médico veterinário atua na saúde das pessoas, do humano e não só dos animais”.

Apesar de pouco conhecido e debatido, para a palestrante, o papel do médico veterinário na saúde pública é de extrema relevância para a população em geral. “Para a comunidade é importante essa divulgação, para que eles entendam que o médico veterinário está presente na vida deles mais do que eles imaginam, tanto nos alimentos que estão na mesa dele, como a carne. Ela não é só produzida, mas também inspecionada – antes de chegar na mesa da população é inspecionada pelo médico veterinário. Produtos de origem animal como leite, derivados do leite, queijo e iogurte, todos passam pela inspeção do médico veterinário antes de chegar na mesa da população, para que não tenha nenhum contágio de doenças que podem ser transmitidas pelos animais a nós humanos, as chamadas zoonoses que, muitas vezes, as pessoas não têm conhecimento dessas doenças”.

Rogério Semchechem abordou a “Suplementação de bovinos de corte criados a pasto” (Foto: Coorc)

A outra palestra foi proferida pelo médico veterinário Rogério Semchechem e trouxe abordou a “Suplementação de bovinos de corte criados a pasto”. “Como a gente intensificar produção a pasto, pensando em melhorar a produtividade, sempre pensando em produzir mais em um menor espaço e com melhor custo-benefício”. 

Mariana Soares Guedes participou do Ciclo de Palestras. Acadêmica do primeiro ano do curso, ela vê no evento uma oportunidade para enriquecer sua formação. “Eu nunca tive muito vínculo com essa parte de extensão rural e eu gosto. Então, para mim, esses eventos me ajudam a entender melhor sobre o meio rural, me ajudam também a saber qual a área que eu quero seguir e me ensinam coisas que eu nem imaginava que existiam, áreas que eu posso trabalhar que eu nem pensava”.

O acadêmico Willian Pavan assistiu às palestras e também atuou na organização do evento. Para ele, a tarefa, apesar de desafiadora, permitiu adquirir experiências que podem refletir positivamente no futuro, quando os acadêmicos estiverem inseridos no mercado de trabalho. “A gente fica sempre meio com um pé atrás porque a gente fica com medo de achar que não ia dar certo, mas – pensando para o futuro – isso é muito bom porque a gente vai perdendo um pouco essa timidez, essa vergonha de falar com as pessoas, ir atrás de contatos e tudo mais. Isso é o que vai agregar para o mercado de trabalho, porque não adianta a gente saber teoria aqui na faculdade e depois não saber conversar com um proprietário. Então, acho que vai agregar bastante nesse sentido, de você criar contatos, perder a timidez de falar em público, de falar com as pessoas e tudo mais”.

O palestrante Rogério também exaltou a iniciativa de colocar os acadêmicos na organização dos eventos como forma de aproximá-los do mercado de trabalho. “Eu acredito que é extremamente importante esse contato dos alunos não só com a gente no mercado de trabalho, mas essa interação entre o produtor também.Tentei buscar e colocar na minha apresentação uma forma que pegue a parte técnica e a parte teórica, mas trazendo para o lado prático no mercado de trabalho, pensando que tem alunos que estão na parte final da graduação. Então, acredito que pode agregar um pouco a eles”. 

Para o professor Luiz Gonzaga Macedo, a avaliação do Ciclo de Palestras, desde a primeira edição, é positiva e, a cada ano, o evento tem cumprido com excelência os objetivos propostos. “Eu posso dizer que tem sido uma evolução de sucesso. Eu diria que tanto em qualidade das apresentações e também em público-alvo. O número de pessoas tem crescido e isso é positivo. Eu creio que a grande conquista do evento é provocar o aluno a exercer a atitude, até porque o professor Paulo Peres diz o seguinte: ‘competência profissional é a soma do conhecimento, que é a base teórica; ela é o exercício das habilidades, que é o saber fazer; mas tudo isso perde o sentido se não tiver atitude’. Então, o evento Ciclo de Palestras de Extensão Rural é um canal de estímulo de atitude e de produtividade para os nossos alunos”.

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