Pró-Reitoria de Extensão e Cultura realiza 35 oficinas no Instituto João Paulo II

Pró-Reitoria de Extensão e Cultura realiza 35 oficinas no Instituto João Paulo II

O Encontro Anual de Extensão Universitária da Unicentro movimentou, além da comunidade universitária, membros da sociedade de Guarapuava com ações externas. Uma delas foi realizada no Instituto de Ação Social João Paulo II. Atividades ligadas aos projetos de Extensão e de Cultura da universidade foram desenvolvidos na instituição. Uma delas foi a oficina de reutilização do óleo de cozinha para produção caseira de sabão, que teve como uma das participantes a dona Josefa Dias Ribeiro e ela aprendeu direitinho. “Pega o óleo, o álcool, a soda, o cebo – que tem que ser derretido. Tem que bater bem rápido o sabão seca e, depois, põe nos copinhos. Vou levar pra casa experimentar ver se é bom, mas estava muito bonito o curso”, conta.

Acostumados a atuar em escolas e laboratórios, os acadêmicos do Programa Institucional de Iniciação a Docência de Química, como a Aline Bortolanza, foram os responsáveis pela oficina de produção de sabão. “Nós ensinamos a fabricação do sabão de álcool e também falamos bastante sobre os cuidados que deve ter, por que o sabão ele mexe com a soda cáustica, é extremamente perigoso”.

Ao longo de um dia todo, foram ministradas mais de 35 oficinas no Instituto de Ação Social João Paulo II, como pintura, grafite, danças urbanas, experimentos químicos, matemática e tecnologia da informação. A garotada ficou fascinada com tanta novidade. A estudante Lara Renata da Rocha adorou a experiência. “É uma garrafa e, aí, a gente coloca a mão na tampa dela, faz o desejo, a gente abre e saí fumaça!”.

Os alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Morro Alto e do Colégio Estadual Moacyr Julio Silvestri, que fazem parte do público atendido pelo Instituto, puderam trabalhar na terra. O acadêmico de Medicina Veterinária, Willian Pavan faz parte da empresa júnior Produterra. Ele e os colegas ensinaram como plantar e fazer a manutenção de uma horta comunitária. “Organizar um canteiro, ver o que dá para ser plantado e instruí eles nesse sentido, de como preparar uma horta que eles possam ter uma refeição mais adequada, balanceada, com os produtos que eles possam estar cultivando aqui no Instituto”, afirma.

E toda a turma ficou animada. As amigas Raiane Lemes e Evelin Barbosa, alunas da Escola Hildegart Burjan, não veem a hora de poder colher os vegetais. “Muito legal. É muito legal mexer com a terra e com as plantas, porque daí tem uns bichinho que faz muda e tudo. Eu não sabia mexer em horta e, daí, eles me ensinaram. A primeira coisa que eu fiz foi pegar a enxada e carpi ali pra tirar as sujeiras e tudo”, conta Raiane. Já Evelin, diz que esperar “colher alimento pra nós – alface, as plantas que nos plantamos. Foi muito bom, eu aprendi as coisas que eu não sabia, e também ajudei”.

Mais de mil pessoas participaram das oficinas. Além disso, elas também puderam cuidar da saúde através dos serviços de avaliação nutricional, prestados pelos acadêmicos de Nutrição liderados pela professora Mariana Vicente Cavagnari. “Medidas de peso, estatura no qual vai ser classificado o estado nutricional, e também foi analisado o consumo alimentar dessas crianças e adolescentes, e também de alguns pais e responsável que frequentam aqui o instituto”.

Oficina de grafite foi uma das 35 realizadas (Foto: Coorc)

Em todos os lugares era possível observar como o trabalho extensionista abre novos horizontes, o que segundo a pró-reitora de Extensão e Cultura da Unicentro, professora Elaine Maria dos Santos, é resultado das ações de aproximação da universidade para com a comunidade. “Nós queremos que as pessoas, que frequentam o Instituto, possam transformar a vida deles, e serem pessoas emancipadas, pró-ativas. Então, é a nossa pequena contribuição que a gente pode deixar aqui nesse Instituto”.

Além do conhecimento compartilhado, o que ficou do dia de atividades extensionistas foi uma linha aberta de contato entre o Instituto João Paulo II e a Unicentro. Segundo a diretora, irmã Lucia Nair Tironi, o principal resultado é a comunidade reconhecer seu pertencimento em todas as ações desenvolvidas. “Resultado de alegria, de participação de interesse, de despertar para novas possibilidades de vida, de experiência. Tantas coisas é possível fazer para a comunidade, para as crianças, para os jovens, e para os adolescentes que estão aqui”, finaliza.

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