Museu de Geociências promove oficina de taxidermia

Museu de Geociências promove oficina de taxidermia

A arte de empalhar animais. Essa é a definição de taxidermia. Mais do que um hobby, a atividade contribui para a preservação ambiental e histórica das faunas regionais. Por isso, o Museu de Geociências do campus de Irati da Unicentro, segundo Ana Maria Chamei, que é diretora da unidade, organizou uma oficina voltada para a ação. “A maioria dos animais que a gente tem ali são animais que já estão ameaçados de extinção. Então, é um modo das futuras gerações poderem observar de perto essas espécies que vão ficar no museu expostas”, conta.

Além da questão da preservação, a oficina também objetiva liberar espaço nos freezeres do Museu. Outro ponto positivo para a universidade é a possibilidade de que mais gente na instituição tenha conhecimento sobre a área que, com o tempo, segundo Ana Maria, vem caindo em desuso. “É interessante que a gente tenha mais pessoas com conhecimento sobre isso, sabe? Não que eles vão praticar lá fora. Mas, às vezes, aqui na universidade, de repente, o laboratório pode aumentar”.

Com mais de 20 anos de experiência em taxidermia, o

Oficina foi ministrada pelo engenheiro florestal Wilson César Kuchll (Foto: Raphael Gierez)

foi o responsável pela oficina. Ele explica que todas as carcaças de animais utilizadas no curso são fruto de atropelamentos, reforçando a consciência ambiental na taxidermia. “Os animais que a gente trabalha aqui são animais que foram atropelados na rodovia, animais que iam se perder. Isso aqui é só aproveitamento das carcaças dos animais que foram atropelados para você usar em educação ambiental”, explica.

A doutoranda em Ciências Florestais Pamela Lau Sozim foi uma das inscritas na oficina e acredita que esse novo aprendizado vai ser positivo para sua carreira. “Por mais que não envolva o que trabalho atualmente, eu acho que é um conhecimento a mais que eu possa repassar para outra pessoa se acaso alguém precisar”.

O biólogo da Floresta Nacional de Irati, Ademar Luis Brandalise, aproveitou a oportunidade para agregar mais conhecimento. “Temos uma floresta bem grande. Então, às vezes, acontece da gente encontrar algum animal morto lá. Agora, a gente pode aprender para poder dar os primeiros passos lá no animal e, depois, encaminhar para a Unicentro fazer a taxidermia”, discorre.

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