Dez grupos de dança animam duas noites do Encontro de Arte Folclórica

Dez grupos de dança animam duas noites do Encontro de Arte Folclórica

Do árabe ao italiano. A cultura de diversas partes do mundo reunida em um mesmo palco. O que possibilitou toda essa interação foi o XXXI Encontro da Arte Folclórica. Evento realizado ano a ano pela Unicentro e que proporciona à comunidade de Guarapuava a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a cultura popular. Com a casa cheia, o Clube do Idoso Nossa Senhora de Fátima subiu pela primeira em um palco. O grupo apresentou uma dança do folclore europeu, que foi adaptada para todas as culturas. “Nós dançamos o Pau-de-Fita”, conta a dona Marilis Rocha, uma das integrantes do grupo.

Depois, o público foi transportado direto para a Polônia por meio da dança, dos trajes típicos e das canções apresentadas pelo Grupo Folclórico Serce Polskie, que tem como um dos integrantes o João Gabriel de Lima. “O Grupo surgiu em 1990. A primeira apresentação dele foi no Encontro da Arte Folclórica de 1991. Esse ano, nós vamos abordar uma cidade histórica que é antiga capital da Polônia, que é a cidade de Cracóvia. Então, tudo vai girar em torno da cidade de Cracóvia. Por isso, todos vão dançar trajados com o traje da região”.

Nas duas noites de apresentações de dança, vários outros grupos subiram ao palco e animaram a plateia. A dona Ilze Xavier e a Leozélia Pedroso gostaram das apresentações. “Estamos gostando muito, é muito lindo”, afirma a primeira, que é complementada pela amiga: “Todos os grupos estão muito lindos, estão de parabéns mesmo”.

O Encontro de Arte Folclórica é um espaço de valorização e preservação das mais diversas manifestações culturais. Isso porque, além das apresentações dos grupos folclóricos étnicos, o evento abre espaço para que alunos da rede municipal de ensino também subam ao palco. “Muitas coisas são realizadas nas escolas e, muitas vezes, não tem como apresentar em um local apropriado e que, agora, oportuniza-se esse momento para que as crianças, primeiro, conheçam o Teatro Municipal de Guarapuava, tendo a oportunidade de estar no palco e apresentar o que há de mais bonito, o que eles, realmente, com carinho prepararam na escola”, contextualiza a secretária Municipal de Educação e Cultura de Guarapuava, Doraci Senger Lui.

Dez grupos se apresentaram nas duas noites (Foto: Coorc)

Teatro, coreografias e percussão. Apresentações preparadas com muito empenho pelos alunos e professores das escolas públicas de Guarapuava. A aluna Clarissa Basso conta quais as músicas escolhidas para a apresentação: “A canoa, peixe vivo e alecrim”. Além de se apresentar, a pequena também prestigiou os colegas. “A que eu mais gostei foi agora a da saia porque ela é muito grande”.

O Encontro da Arte Folclórica, além de permitir que a população tenha contato com diferentes culturas, também é um importante espaço para quem sobe ao palco. “É uma oportunidade maravilhosa as crianças conviverem com esse tipo de cultura para poder expressar o que sentem, para poder aprender”, avalia a professora Angela Mariano, da Escola Municipal Antônio Lustosa de Oliveira.

Já para a diretora do grupo árabe Najjma Nayrah, Alba Domingues, “essa iniciativa da Unicentro, desde lá no começo, de incentivar através desse Encontro da Arte Folclórica os grupos de Guarapuava. Isso é importantíssimo”.

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