Vesselka anima noite do Festival de Arte Folclórica

Vesselka anima noite do Festival de Arte Folclórica

Eu mal posso esperar para assistir eles dançarem hoje”. A ansiedade do estudante Nilton Jorobinski era pela apresentação do grupo Vesselka, uma das atrações do 31. Encontro de Arte Folclórica da Unicentro. E quando o grupo subiu ao palco, levou a plateia para a ucrânia sem precisar viajar 10 mil quilometros. Pouco a pouco, o palco do Teatro Municipal de Guarapuava foi tomado por bailarinos.

A gente existe, praticamente, desde a imigração para o Brasil, no século XIX. Desde então, a gente vem mantendo a nossa rica cultura, através da dança, participando de vários festivais e apresentações por onde nos convidam a mostrar um pouquinho da dança folclórica ucraniana”, ressalta o presidente do grupo Emerson Scharne.

O orgulho de fazer parte de grupo e de divulgar a cultura ucraniana estava estampado no rosto de cada integrante… Na família dos irmãos Mateus e Beatriz Malanski, geração após geração, participar do Vesselka é tradição. “Toda a minha família já participou. Até meu vô já participou”, conta Mateus orgulhoso. E a irmão completa: “Eu gosto de saber que toda minha família já dançou”.

Esse é o segundo ano consecutivo que o Vesselka se apresenta no Encontro de Arte Folclórica da Unicentro. Em cada ano, um novo espetáculo. Isso porque, como conta um dos integrantes, o Giovani Michalovski, o grupo renova o repertório a partir de uma nova história que quer contar. “Tem cenas que remetem ao tempo de fundação do grupo. Todo ano é um show novo, repensado do começo ao fim”.

Espetáculo empolgou a plateia do 31. Encontro de Arte Folclórica da Unicentro (Foto: Coorc)

Encenações, acrobacias, ritmo, canto. O espetáculo arrancou aplausos de toda a plateia que compareceu ao teatro. “Eu gosto muito de todo o tipo de apresentação folclórica e, principalmente desse grupo, que eu tenho descendência ucraniana. Então, a gente tem um gosto maior em ver todo o trabalho de dança, vestimenta. São muitos detalhes interessantes”, afirma Daniele Kraus, que acompanhou o espetáculo.

A identidade de um povo está na arquitetura, na roupa, nas comidas e nas manifestações artísticas. É por isso que, todos os anos, segundo a agente universitária Elizabete Lustoza, a Unicentro dedica 10 dias de atividades, durante o mês de agosto, às manifestações da cultura popular. “As pessoas estão assistindo, estão gostando e estão voltando outras noites para assistir os espetáculos, que são maravilhosos”.

E, nesse ano, a realização das atividades, como explica o reitor da universidade, professor Aldo Nelson Bona, conta com o apoio do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet. “Assim, a universidade contribui para que se possa manter cada vez mais as atividades culturais nas diferentes manifestações artísticas e culturais da nossa região”, finaliza.

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