
Cedoc do Câmpus de Irati participa da 2ª Conferência Nacional de Arquivos, em Brasília
Resumo
Centro de Documentação e Memória da Unicentro foi representado no evento pelo professor João Carlos Corso.
O professor João Carlos Corso, coordenador do Centro de Documentação e Memória do Câmpus de Irati (Cedoc/I) da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), participou na última semana da 2ª Conferência Nacional de Arquivos (CNArq). No evento realizado em Brasília, o docente do Departamento de História (Dehis/I) integrou a delegação paranaense e atuou em discussões voltadas à formulação de políticas públicas para o setor.
O encontro é uma iniciativa do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, por meio do Arquivo Nacional e do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq). A conferência reuniu cerca de 500 participantes de todo o Brasil, entre gestores, arquivistas, pesquisadores e representantes da sociedade civil, para discutir seis eixos temáticos.
“Eu participei do eixo 1, que trabalhou na definição de políticas públicas. Nele, tínhamos em torno de 60 sugestões e tivemos que selecionar as cinco melhores”, descreve Corso. “No dia seguinte, fizemos uma plenária e votamos as propostas prioritárias para cada eixo”, completa.
Segundo o coordenador do Cedoc/I, o objetivo é que essas ideias se transformem em leis para garantir a preservação da memória, a gestão documental e o fortalecimento dos arquivos públicos e comunitários. “As proposições levantadas na conferência vão para o Conarq, para que o conselho tente efetivá-las cobrando a atuação do legislativo, judiciário e executivo, tanto federal quanto dos estados e municípios”, explica o docente da Unicentro. “[Os participantes da CNArq] são pessoas que estão trazendo soluções para melhorar a prática de arquivos e da memória no país”, enfatiza.
Para Corso, a conferência possibilitou conhecer a realidade e os desafios na política de arquivos. “O evento nos deu a possibilidade de entender como isso vem funcionando em nível nacional e quais são as necessidades, como a preservação de arquivos comunitários, a digitalização de documentos e a democratização dos arquivos”, exemplifica.
As discussões da CNArq também foram frutíferas para avaliar as ações do Cedoc do Câmpus de Irati, que, segundo o coordenador, têm caminhado de forma positiva principalmente no que tange à abertura dos arquivos à população. “O Cedoc não é só um lugar para guardar documentos. Aqui os historiadores, professores e alunos de graduação e de mestrado vêm fazer pesquisas e nós também temos aberto o espaço para a comunidade. Já tivemos visitas de escolas, de grupos da terceira idade e de projetos sociais”, conta Corso.
Por Amanda Pieta
Fotos: CNArq e arquivo pessoal


