Projeto da Unicentro vai fortalecer inovação na educação básica em Prudentópolis

Projeto da Unicentro vai fortalecer inovação na educação básica em Prudentópolis

A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) lançou, nesta sexta-feira (29), no Câmpus Avançado de Prudentópolis, o projeto “Formação Continuada de Professores na Perspectiva da Educação Steam”. A iniciativa pretende capacitar professores da rede municipal de ensino a partir da abordagem Steam – sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática.

Essa perspectiva aposta na interdisciplinaridade para tornar o aprendizado mais dinâmico, por meio de práticas pedagógicas inovadoras como metodologias ativas, cultura maker e pensamento computacional.

“O objetivo do projeto é implementar um programa de formação continuada de forma colaborativa. As escolas encaminham alguns professores selecionados que farão a formação e eles vão agir como professores multiplicadores da educação Steam”, explica a coordenadora Joyce Jaquelinne Caetano, professora do Departamento de Matemática do Câmpus de Irati (Demat/I).

O projeto nasce de uma demanda da Secretaria Municipal de Educação de Prudentópolis, que entrou em contato com a Unicentro para pensar em formas de resolver as dificuldades de aprendizagem enfrentadas pelos alunos na passagem entre os níveis de ensino. “A gente fez um levantamento para entender o que acontecia com as crianças que não estavam aprendendo Matemática e outras áreas. Da Educação Infantil para o primeiro ano do Ensino Fundamental, havia um degrau muito elevado”, conta a secretária Jane de Souza Grande.

Foi então que a coordenadora do projeto sugeriu uma solução. “Quando as crianças estão na educação infantil, parece que estudar é só uma brincadeira e depois que entram nos anos iniciais, fica tudo muito sério. A nossa ideia é resgatar isso e aprender brincando”, explica Joyce.

As ações serão realizadas com financiamento da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), por meio do Fundo Paraná. O investimento é de R$ 430 mil. “Ao trazer o pensamento computacional, o espaço maker, e incentivar a criança a colocar a mão na massa e aprender fazendo, esse projeto estimula a curiosidade e a criatividade, preservando a capacidade da criança de fazer perguntas e construir respostas. E é assim que se forma um futuro cientista”, destaca o secretário da Seti, Aldo Nelson Bona.

O reitor da Unicentro, Fábio Hernandes, ressaltou a importância da atualização das metodologias de ensino diante das transformações tecnológicas atuais. “A forma de ensinar de alguns anos atrás é muito diferente da de hoje. Então, o ensino de Matemática e das Ciências precisa estar cada vez mais atualizado, porque são áreas que às vezes o estudante tem mais dificuldade”, salienta o docente.

Próximas etapas

Apesar do lançamento recente, a equipe do projeto já vinha se preparando há alguns meses para a atuação na rede de ensino de Prudentópolis. “Nós temos nos reunido para estudar e fazer o planejamento das oficinas que irão acontecer junto aos professores”, conta a bolsista profissional de Matemática Paula Délis Bochne.

“Na abordagem Steam, o aluno é o protagonista, um personagem ativo do processo de ensino. Essas oficinas incentivam os professores a fazer várias práticas em sala de aula. Por exemplo, com uma maquete, o aluno vai utilizar o raciocínio matemático, vai envolver a arte e técnicas de construção”, exemplifica Paula.

A equipe coordenada pela professora Joyce é formada por bolsistas profissionais e estudantes dos cursos de Matemática e Pedagogia, além da professora Sandra Gardacho Pietrobon, que atua como coordenadora pedagógica, e de outros pesquisadores voluntários da universidade.

As formações acontecem mensalmente, com o primeiro encontro marcado para 26 de junho. Depois da capacitação, os bolsistas vão acompanhar a aplicação das atividades nas escolas. “A ideia é que nossa equipe fique na retaguarda orientando e avaliando como está sendo essa implementação dos resultados na sala de aula”, antecipa a coordenadora Joyce.

Para o público da formação, a iniciativa já gera boas expectativas para a melhoria da trajetória escolar dos estudantes. “Dentro desse trabalho, vamos conseguir superar essa dificuldade e consequentemente teremos alunos melhor preparados não só na educação infantil e nos anos iniciais. Quando a gente prepara bem a base, a criança tende a ir melhor no ensino fundamental, médio e até como acadêmicos”, projeta a secretária Jane.

Por Amanda Pieta

Deixe um comentário