Palestra na Unicentro debate proteção infantil no ambiente virtual e desafios do “ECA Digital”

Palestra na Unicentro debate proteção infantil no ambiente virtual e desafios do “ECA Digital”

 

Iniciativa do Departamento de Pedagogia de Guarapuava orientou sobre os riscos da exposição precoce na internet e o papel do gestor escolar na preservação de direitos

O Departamento de Pedagogia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), no câmpus Santa Cruz, promoveu na última segunda-feira (27) uma palestra voltada aos acadêmicos do curso para debater a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. O encontro teve como tema central o “ECA Digital”, abordando as atualizações legislativas e os desafios que a exposição em massa nas redes sociais impõe ao ambiente escolar e familiar.

A discussão central da noite girou em torno da necessidade de preparar o pedagogo para atuar como um mediador entre a tecnologia e as famílias. Com o uso desenfreado da internet, as instituições de ensino tornaram-se o primeiro ponto de acolhimento para conflitos gerados na rede, o que exige do profissional um conhecimento profundo sobre as implicações legais da exposição de menores. A palestrante e advogada Rafaela Huren Modolon detalhou como o ECA Digital busca frear o uso indevido de dados pessoais por grandes empresas de tecnologia, que muitas vezes utilizam algoritmos e anúncios atrativos para induzir o público infantil ao vício em plataformas e jogos virtuais.

“As atualizações são importantes para eles terem consciência do que é o ECA digital, porque há muito conceito do que é e o que não é. Atualmente, a lei foi feita de uma forma que protegesse realmente as crianças dos riscos que a internet traz e de uma forma de orientar os pais também dessa situação”, pontua Rafaela. Segundo ela, o pedagogo deve saber identificar infrações no ambiente virtual para instruir as famílias sobre os procedimentos legais necessários junto aos órgãos competentes. “Acredito que principalmente os pedagogos podem ter essa visão contando para os pais as medidas que podem ser feitas caso ocorra alguma infração aos filhos”, completa a palestrante.

As organizadoras do evento, as professoras de estágio do Departamento de Pedagogia, Solange Aparecida de Oliveira Collares e Laurete Maria Ruaro, destacaram que a escola precisa estar munida de informações técnicas para orientar pais e responsáveis sobre o uso ético da internet. A mediação escolar é vista como uma estratégia para prevenir prejuízos no desenvolvimento psíquico e social das crianças, garantindo que o avanço tecnológico seja acompanhado de responsabilidade.

Para a professora Solange, o tema é urgente pois o pedagogo ocupa a linha de frente nas instituições. “Os pedagogos que estão na escola, geralmente, ficam na linha de frente, então são eles que desenvolvem, junto com os pais e com os alunos, as atividades pertinentes às questões em relação ao uso da internet e à preservação de imagens”, explica. A professora Laurete reforça que o domínio dessa legislação é o que garante a segurança nos projetos educativos e na atuação profissional futura dos estudantes. “O pedagogo que vai se inserir nas escolas precisa entender e orientar os pais, os professores e as crianças de como fazer essa mediação entre o mundo real e o mundo virtual sem maiores prejuízos para ninguém”, destaca.

 

Por Luiza Lobo, com supervisão de Giovani Ciquelero


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