Bolsistas da Unicentro atuam, desde 14 de abril, em programa de telemedicina do estado

Bolsistas da Unicentro atuam, desde 14 de abril, em programa de telemedicina do estado

Marcieli do Nascimento é aluna do curso de Enfermagem da Unicentro. Desde o dia 14 de abril, ela é uma dos 12 estudantes de graduação da universidade que atuam, como bolsistas, no atendimento à comunidade por meio da plataforma Telemedicina, do governo do estado Paraná. Pelo computador ou dispositivo móvel, os paranaenses que têm dúvidas sobre a covid-19 ou apresentam sintomas da doença podem recorrer, gratuitamente, ao serviço de atendimento online. O sistema de telesaúde foi a forma encontrada pelo governo do estado de desafogar as unidades de saúde e evitar aglomerações nesses locais, protegendo tanto os profissionais da saúde como os cidadãos.

“A maior parte da procura”, conta Marcieli, “tem sido feita por pessoas que apresentam algum sintoma – como a febre, coriza – ou para relatar de alguém em casa, algum conhecido em possível contato com casos suspeito ou mesmo confirmado do novo coronavírus”. Desde que o serviço do iniciado, segundo dados da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), responsável pelo projeto, já foram realizados 4.400 atendimentos.

Ao acessar o aplicativo “Telemedicina Paraná”, primeiro os cidadãos respondem a algumas perguntas, via mensagem de texto, e são encaminhados para a triagem com os bolsistas, estudantes de cursos da área da saúde ofertados pelas universidades estaduais paranaenses. Segundo uma das três orientadoras da Unicentro que estão atuando no projeto, professora Dannyele Cristina da Silva, do Departamento de Enfermagem, “as principais dúvidas das pessoas que acessam a plataforma e chegam até o atendimento com bolsistas são em relação aos sintomas que elas estão apresentando, principalmente para esclarecer se eles estão ou não ligados ao covid-19, saber qual o procedimento que eles precisam seguir”.

Aplicativo está disponível para sistemas android e iOS

São as respostas dos pacientes que vão subsidiar a decisão dos estudantes bolsistas sobre quais serão os passos seguinte. Quando os sintomas são, efetivamente, de covid-19 ou representam algum risco para a saúde do cidadão, esses pacientes são encaminhados para atendimento, pela própria plataforma, por médicos plantonistas. Já se os sintomas são leves ou muito iniciais e não permitem um avaliação mais precisa ainda, esses pacientes recebem várias orientações. “São reforçadas as medidas e recomendações para o controle de infecção pelo covid, tais como a etiqueta respiratória, uso das máscaras, higiene das mãos, utilização do álcool 70 e, também, que a procura dos estabelecimentos de saúde ocorra somente nos casos que forem mais graves. Deixamos bem claro que a procura pode ser refeita, caso persistam os sintomas, surjam novos”, explica Marcieli.

Grande parte da procura, segundo a bolsista e a professora Dannyele, está relacionada ao medo da doença e ao receio de suas graves consequências para a saúde. “Tivemos diversos motivos pelos quais as pessoas buscaram esse atendimento mas, com certeza, o principal deles é com relação à saúde nesse momento de pandemia. A plataforma, o nosso atendimento na plataforma, ele tem como objetivo evitar que as pessoas busquem, desnecessariamente, os serviços de saúde da sua cidade. Então, dessa forma a gente consegue evitar aglomerações, evitar que as pessoas saiam de casa quando elas são triadas com uma baixa probabilidade de ter a doença ou então sem risco a sua saúde. Então, elas não saem de casa e nem se deslocam até esses serviços em busca de informações, por exemplo”, afirma Dannyele.

Além da triagem pelos estudantes e do teleatendimento médico online, a plataforma oferece, também, apoio psicológico. O procedimento nesses casos é o mesmo. Primeiro o paciente passa pela triagem dos estudantes e, na sequência, conforme a indicação, são encaminhados para a escuta psicológica. “A população tem se mostrado apreensiva, devido ao medo do novo, apreensão ao diferente. Tem sido visto uma procura bem marcante a respeito da abordagem emocional dessas pessoas”, relata Marciele.

O aplicativo Telemedicina está disponível para dispositivos android e ios e pode ser baixado gratuitamente.

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