Unicentro na Comunidade: universidade invade as ruas de Guarapuava e Irati

Unicentro na Comunidade: universidade invade as ruas de Guarapuava e Irati

Há quase 30 anos, o compromisso da Unicentro é um só: trabalhar ativamente e sem cessar em prol do desenvolvimento regional por meio de ações de ensino, pesquisa e extensão. atividades que têm colocado a instituição em posições privilegiadas nos rankings de avaliação. Esse crescimento de sucesso é motivo de comemoração, especialmente, neste mês de junho, quando a Universidade Estadual do Centro-Oeste comemora 29 anos.

Uma das ações alusivas ao aniversário da foi o Unicentro na Comunidade. O objetivo é colocar em evidência as práticas extensionistas desenvolvidas pela comunidade universitária e, também, os cursos de graduação ofertados pela instituição. Serão quatro sábados de atividades, tanto em Guarapuava quanto em Irati, ao longo dos meses de junho, julho e agosto e o primeiro foi agora.

O Departamento de Pedagogia transformou o calçadão numa pequena brinquedoteca para divertir as crianças (Foto: Coorc)

Quem passou pelos estandes montados no calçadão da avenida XV de Novembro, no centro de Guarapuava, pode, entre outras coisas, participar de experimentos de física, quebrar a cabeça com jogos matemáticos e saber sobre mais sobre as formas de acesso à Unicentro. “O objetivo”, explica a pró-reitora de Extensão e Cultura da universidade, professora Elaine Maria dos Santos, “é a gente mostrar para a comunidade da região o que a nossa Unicentro promove. Nesse espaço nós temos todos os cursos expostos. Os interessados podem conversar com os alunos, com os professores, conhecer dos cursos e, também, das atividades de extensão que são desenvolvidas sempre com a inserção da comunidade”.

Ao longo da manhã do último sábado, o Unicentro na Comunidade apresentou 67 dos 198 projetos de extensão em andamento. Essas atividades atendem a um público de mais de 80 mil pessoas em mais de 50 municípios que fazem parte de área de abrangência da universidade. Um dos projetos de extensão presentes foi o “Florescer  – a comunicação na efetivação de políticas públicas para mulheres”, que iniciou em 2015 como um projeto experimental desenvolvido por acadêmicos do curso de Jornalismo e, depois, continuou como ação extensionista. De acordo com a coordenadora, professora Ariane Pereira, o projeto atende as necessidades da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres e da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.

O objetivo dele é o combate à violência contra mulher. Primeiro, a gente trabalhou com a produção de materiais comunicacionais para mostrar o que era a violência contra mulher, como a mulher vítima poderia denunciar e romper esse ciclo da violência. Agora, a gente está trabalhando com as crianças. Então, a gente vai para as escolas municipais e discute com as crianças do terceiro ano a Lei Maria da Penha, os cinco tipos de violência contra mulher, o porquê ela não é legal, tentando desnaturalizar isso”, detalha. Para a professora, o Unicentro na Comunidade é uma amostra da aproximação contínua e efetiva estabelecida pela universidade com a sociedade. “Na verdade, a Unicentro está na comunidade todos os dias e todos os projetos que estão aqui são uma demonstração disso. E, no caso do Florescer especificamente, a gente atende a uma demanda que é do município, de quem trabalha com essas mulheres vítimas de violência. Então, é a partir do que eles veem de necessário que a gente desenvolve as nossas atividades”, ponta.

Já os cursos da área da Saúde fizeram testes rápidos, como aferição de pressão e glicemia (Foto: Coorc)

Somado aos benefícios voltados à comunidade, os projetos de extensão também garantem uma repercussão positiva para os acadêmicos. Afinal, é por meio da extensão, que os futuros profissionais conseguem transportar o conhecimento adquirido nas salas de aula para além dos muros da universidade. Por isso, os extensionistas Cassiano Barboza e Fernanda Gurgel também compartilharam suas experiências durante o evento. “É interessante porque eu posso aplicar os conhecimentos que eu aprendi durante o curso na comunidade como serviço também para eles”, diz Cassiano. “Você conhece pessoas novas e tem contato com os professores. É muita oportunidade que tem na sua vida. A extensão é uma coisa maravilhosa que tem na universidade, não são todos que fazem parte mas eu acho que deveriam fazer”, acrescenta Fernanda.

Além de falar sobre os benefícios da extensão universitária, Fernanda também participou da ação divulgando o curso de licenciatura em Ciências Biológicas. “A Biologia, no geral, trata de várias áreas diferentes. Então, a gente tem um pouquinho de cada coisa. A gente tem um modelo de célula, a gente tem ali uma cobra no jarro, a gente tem também o modelo de desenvolvimento embrionário. Enfim, são algumas coisas que podem demonstrar um pouquinho do curso e da formação em Biologia”, descreve.

O processo de expansão vivenciado pela Unicentro desde sua criação permite que a universidade conte, atualmente, com 38 cursos de graduação em diferentes áreas do conhecimento. Secretariado Executivo, por exemplo, estava entre os 25 cursos que marcaram presença no Unicentro na Comunidade. De acordo com a professora Mábia Camargo, a ação foi uma oportunidade para conhecer quais são as curiosidades da população em relação ao curso. “O objetivo, não só do nosso curso, mas de todos os outros que estão aqui, é simplesmente estar pertinho da comunidade, dialogando com a cidade de Guarapuava, divulgando a nossa área de atuação, as atividades desenvolvidas, as pesquisas. O que a gente tem ouvido muito da comunidade é a questão do mercado de trabalho. Então, o nosso objetivo hoje aqui é fazer a articulação entre o que é produzido dentro da universidade e perceber como que isso tem uma resposta e um efeito para a sociedade”, destaca.

O banco de pregos foi levado para o calçadão para exemplificar o conhecimento científico (Foto: Coorc)

E se a intenção era aproximar a comunidade, o objetivo foi cumprido com sucesso. O público que passou pelo calçadão da XV de Novembro, em Guarapuava, não só parou para ouvir sobre os projetos, como também participou das atividades oferecidas. O seo Vladmir Kublinski, por exemplo, aproveitou a ação para aferir a pressão arterial no estande dos cursos da área da Saúde e aprovou a ideia de trazer um pouquinho da universidade para a rua. “É interessante. A gente está passeando aí já aproveita para medir a pressão. Achei bom, muito bom”. A estudante Franciele Martins também visitou os estandes e gostou da iniciativa da universidade. “Está sendo uma oportunidade muito boa vir aqui conhecer cada área especificadamente e saber um pouquinho mais sobre os projetos”, afirma.

Já a explicação sobre os animais taxidermizados foi um atrativo que chamou a atenção de pessoas de todas as idades, como o Willyan Correia que esteve no estande com a esposa e os filhos. “Show de bola, muito bacana. O nosso caminho era outro, mas a gente parou aqui e está aqui até agora olhando todas as coisas. É uma forma de aprendizado para os adultos e para as crianças. É muito bacana e uma oportunidade interessante de aprender coisas novas”. 

A busca pelo trabalho de excelência guia diariamente as ações desenvolvidas pela Unicentro, que em menos de 30 anos se tornou referência no Brasil e no mundo. O impacto positivo na formação e a qualificação de profissionais por meio do ensino e da pesquisa, e na vida de milhares de pessoas da comunidade através da extensão são reflexo de uma política institucional que faz e transforma realidades, como destacam o reitor, Osmar Ambrósio de Souza e o vice-reitor da Unicentro, Vitor Hugo Zanette.

A Unicentro faz acontecer a transformação. Essa transformação acontece nos nossos alunos e cada estudante que passa pela universidade é uma peça da sociedade. O que ele aprende, o que ele é transformado na universidade, ele vai propiciar a transformação na sociedade. Então, de fato, a universidade faz e transforma”, orgulha-se Osmar. “A Unicentro, que começou pequena”, complementa Zanette, “hoje é uma grande universidade. Tem essa gama imensa de cursos que nós ofertamos para nossa comunidade. Formamos gente para o país todo e para o mercado internacional. Então, é uma alegria muito grande, nesses 29 anos, mostrar para toda a sociedade que a nossa instituição, de fato, é uma grande universidade”.

Em Irati, Unicentro na Comunidade foi realizado na Rua da Cidadania (Foto: Coorc)

Irati

A música ao vivo e a diversidade de coisas para olhar, ouvir e fazer atraíram os iratienses para a Rua da Cidadania. O calçadão foi tomado pelo conhecimento através de atividades que a Unicentro levou para o centro de Irati. Estudantes e professores conversaram com o público sobre os cursos de graduação e, também, membros de programas e projetos de extensão da universidade divulgaram os serviços oferecidos gratuitamente pela instituição.

Uma atividade dessa mostra esse locus da universidade enquanto prestadora de serviços e como formação. Para a comunidade em geral, o cidadão entender qual o papel da universidade, que não é só um papel formador, tem a parte de pesquisa, a parte de extensão, tem um papel de inclusão e troca de conhecimento com a comunidade”, destaca o vice-diretor do campus Irati, Erivelton Fontana de Laat.

Uma das ações de extensão da Unicentro, que preza por essa inclusão e prestação de serviços, é o Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e Juventude (Neddij). A coordenadora do Neddij em Irati, professora Michele da Rocha Cervo, levou sua equipe, formada por estudantes e profissionais da Psicologia e do Direito, para explicar de que forma eles atuam na comunidade. “O Núcleo vem atuando junto ao público infantojuvenil para promover o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), através de algumas ações educativas, ações de prevenção e ações relacionadas ao atendimento jurídico e psicológico”, discorre a professora.

Além da vitrine de serviços e cursos oferecidos pela universidade, o Unicentro na Comunidade também teve o intuito de divulgar a proximidade das datas de inscrição para o vestibular. “Serão ofertados, este ano, para ingresso em 2020, vagas em 53 cursos de graduação em toda a universidade. As inscrições abrem no dia 8 de julho e se estendem até cinco de agosto e podem ser feitas no site da universidade”, lembra o chefe da Divisão de Processos Seletivos no campus Irati, Edson Golinski.

Uma nova etapa da ação estensionista vai ocorrer no dia 29 de junho (Foto: Coorc)

A troca de experiências e o clima de preparação para o vestibular animou alguns jovens que passavam nos estandes da Unicentro ao longo da Rua da Cidadania. A estudante Rafaelly Giovana Mitz, por exemplo, está prestes a terminar o curso de Agroecologia no Instituto Federal do Paraná (IFPR) e já pensa em uma segunda graduação. Ela conversou com algumas alunas de História da Unicentro e ficou ainda mais interessada. “Ver os estudantes juntos aqui, mostrando, falando que é legal o curso, dá uma mostra para a gente ver como é estudar lá”, opina.

O Unicentro na Comunidade é um breve resumo do que a universidade oferece para a população. A professora Jeanette Beber de Souza, que é diretora do Setor de Agrárias e Ambientais (Seaa) do campus Irati, acredita que além de prestar serviços de qualidade, a universidade também é destaque quando se trata do ensino. “Não é a toa que a Unicentro é a 28ª universidade do Brasil em termos de qualidade, isso pelos índices do MEC, pelos índices nacionais. Todos os cursos são gratuitos e de qualidade, com um excelente quadro de professores docentes, e também com uma ótima infraestrutura instalada”, completa.

O próximo Unicentro na Comunidade será realizado no próximo dia 29, das 9h às 12h30. Em Guarapuava, os estandes são montados no calçadão da XV de Novembro e, em Irati, na Rua da Cidadania.

As fotos do evento estão disponíveis no Banco de Imagens da Unicentro (acesse aqui).

 

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