Primeira etapa do curso de Pedagogia Indígena é finalizada

Primeira etapa do curso de Pedagogia Indígena é finalizada

Ser um pedagogo. Esse é o desejo de Ananías Veríssimo, aluno do curso de Pedagogia Indígena ofertado pela Unicentro em parceria com as outras universidades estaduais paranaenses. Ele que é professor de língua guarani em escolas indígenas e decidiu fazer a graduação para aperfeiçoar a prática docente. “Essa pedagogia é um sonho para a gente enquanto guarani, enquanto os povos kaingang e xetá – as três etnias que residem em nosso estado do Paraná. A Unicentro veio trazer para nós uma nova experiência, um novo conhecimento e esse conhecimento nós vamos levar para a vida toda”, afirma. 

A primeira etapa do curso, que é ofertado na modalidade de alternância, foi finalizada nessa semana. Agora, os alunos voltam para suas comunidades. Lá, eles vão aplicar o que aprenderam nos primeiros 40 dias de aulas. Para a coordenadora indígena da graduação, Ilda Bernardo, essa primeira etapa foi bem realizada. “Foi um aprendizado tão lindo! Uma troca de experiências também. Essa Pedagogia Indígena está sendo muito boa, tanto para os acadêmicos e tanto para nós que somos da coordenação”.

Curso é ofertado na modalidade de alternância na Casa do Produtor Rural de Laranjeiras (Foto: Coorc)

Nessa primeira etapa, foram ministradas disciplinas como História dos Povos Indígenas, Sociologia, Antropologia, Jogos e brincadeiras. As aulas são dadas por professores da Unicentro e da Universidade Estadual de Maringá (UEM), como a Rosangela Faustino. “Junto com estudo teórico houve prática, onde os estudantes, junto com seus professores, puderam mostrar aquilo que estavam assimilando das suas disciplinas, dos conteúdos trabalhados. Ao mesmo tempo, também, trazendo algumas contribuições, algumas dúvidas, mostrando para a gente que trabalhar com a questão indígena num curso que quer ser específico, não tem assim nada pronto, nós estamos fazendo isso, construindo junto com eles.

Os 43 alunos matriculados no curso de Pedagogia Indígena voltam para a Casa Familiar Rural de Nova Laranjeiras, sede da gruação, em 17 de agosto. Essa é a data de início da segunda etapa da formação. Para a vice-coordenadora do curso, Marlene Sapelle, ele criou uma oportunidade exclusiva para o povo indígena, que há tempos anseia por uma formação superior. “E um curso que, para nós, é muito importante, que é a formação de professores indígenas. Esses indígenas moram em comunidades onde têm escolas. Com essa formação, possivelmente, eles terão mais possibilidades de assumir a condução dessas escolas”, defende.

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