Respeito ao meio como caminho para preservação ambiental

Respeito ao meio como caminho para preservação ambiental

Respeito e preservação. Essas foram as palavras-chave da palestra “Consciência Ambiental”, que foi ministrada no campus Irati da Unicentro. A atividade foi conduzida pela diretora do Museu de Geociências, Ana Maria Charnei, que trabalha com taxidermia, ou seja, a técnica de empalhar animais como uma forma de prolongar o que eles foram em vida. “Eles vem para cá, são registrados, a gente congela eles. Quando eu tenho o pessoal para me ajudar, a gente pega, descongela eles, prepara – ou seja, aproveita a pele do animal, todo o restante é descartado, e você faz o preenchimento com fibra de travesseiro, com algodão. Se ele for preparado corretamente essa peça pode durar muitos anos, a maioria dos animais aqui já tem mais de 25 anos”, explica Ana Maria.

Além de contar um pouco sobre o trabalho, a diretora do Museu explicou como podemos refletir sobre a conscientização ambiental a partir desses animais taxidermizados. “O ser humano é o transformador do ambiente em que ele vive. Se a gente não tiver esse cuidado, daqui a pouco vai ser a única maneira da gente conseguir ver esses animais, nessa forma, taxidermizados”.

Participaram das palestras crianças e estudantes da universidade (Foto: Coorc)

Essa consciência também foi destacada como importante pelos alunos de Engenharia Ambiental, que participaram da atividade, como o Elias Eduardo Bacil, que está no 4º ano do curso. “Uma consciência de que você em tal local causa um distúrbio naquele ambiente e, assim, afetando a vida. Então, você tem que ter uma consciência do teu ponto, da tua vida, com o que você pode ajudar a contribuir para que esses animais e toda a fauna não se percam com o passar dos anos”, diz.

A principal reflexão que a palestra incitou nos estudantes foi sobre como os impactos que o seres humanos causam no meio ambiente podem provocar danos tanto na vegetação, quanto para os animais. “Por exemplo, não jogar lixo no chão já é um grande benefício, visto nessa temática dos animais, já que muitos deles não conseguem distinguir o seu alimento de um papel ou um plástico. Assim contribuimos para a vida deles”, explica Elias.

Esse cuidado para uma relação harmônica entre a flora e a fauna, ou seja, as plantas e os animais, foi enfatizada pela professora de Gestão de Unidades de Conservação do curso de Engenharia Ambiental da Unicentro, Viviane Fernandes de Souza. Dentro desse ecossistema há vários ecossistemas menores, e quando a gente conserva um determinado ambiente nós vamos estar conservando tanto a vegetação que tem ali e todas as outras espécies. Essa conservação da vegetação é o ambiente onde esses animais vão conseguir se reproduzir, vão conseguir alimento. Então, você conservando uma floresta, na verdade, você está conservando o ambiente de forma total”.

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