Unicentro é parceira da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres no programa Mulher Alerta

Unicentro é parceira da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres no programa Mulher Alerta

O programa Mulher Alerta vai ser desenvolvido ao longo dos próximos 12 meses nos quatro bairros com maiores índices de violência de Guarapuava: o Boqueirão, a Vila Bela, o Industrial e o Morro Alto. Cada um deles será beneficiado com as mesmas ações e, para isso, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres contará com o apoio de vários parceiros como a Unicentro, através de projetos de extensão como o “Florescer – a Comunicação na efetivação de políticas públicas para mulheres”, o “Numape – Núcleo Maria da Penha” e “Experimentações e Produções em Arte” 

O programa foi lançado no Dia Internacional da Mulher com panfletagem e atividades que, segundo a secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Priscila Schran de Lima, buscaram a aproximação com a comunidade do Boqueirão, primeiro bairro atendido. “Nossa intenção é ser referência na disseminação de políticas públicas para as mulheres. Nós entendemos que para ser referência nós precisamos estar mais próximos do bairro, de cada instituição, para elas nos reconhecerem como referência, saberem onde recorrer. Esse evento é uma ação de descentralização de estar perto de quem precisa”, explica.

O lançamento do programa no Boqueirão contou com aulas de yoga, oficinas de ginecologia natural e empreendedorismo, e orientações psicológicas e jurídicas. A dona Rosa Maria Holmann veio da Vila Carli para participar de algumas das atividades. “Eu já vi a pressão, fiz o teste de glicose e agora fiz uma massagem aqui nas pernas”, conta. Outra participante foi a India Mara Ferreira Dangui. “Acho bastante importante essa interação das faculdades junto da prefeitura com esse magnífico evento”, defende.

Equipe do Florescer participou de panfletagem divulgando o programa (Foto: Florescer)

Já a dona Cleusa, nome fictício, foi atrás de ajuda depois de 40 anos de abusos e violências no casamento. “Já fui agredida de tirar sangue, tenho nove pontos na perna que ele cortou com o facão. Apanhei de fio de luz quando estava grávida do meu caçula, com cinco meses”. A vítima conta ainda que, por conta dos episódios de violência física, moral e patrimonial, o medo é recorrente.

E o combate a violência doméstica e a promoção da autonomia financeira das mulheres são os dois principais objetivos do programa. Para isso, as ações têm como pano de fundo divulgar os serviços prestados pela Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres de Guarapuava, descentralizando-os e auxiliando na diminuição dos índices de violência de gênero da cidade.

Além disso, como o combate a violência contra a mulher passa por um mudança cultural, as oficinas de cidadania e comunicação do projeto de extensão Florescer serão realizadas nas escolas municipais dos bairros atendidos pelo projeto. Como conta a professora Ariane Pereira, coordenadora da ação extensionista, mais uma vez as crianças do terceiro ano do Ensino Fundamental terão a oportunidade de refletir sobre como ser homem ou mulher não pode definir o destino de uma pessoa. “A partir do dia a dia deles, nós trabalhamos sobre direitos humanos, estatuto da criança e do adolescente, direitos e deveres, e sobretudo que não há brincadeiras e atividades só de meninas ou só de meninos, do mesmo modo que dentro ou fora de casa não há coisas que só homens possam fazer e outras que são de responsabilidade só da mulher”.

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