14 projetos financiados pelo CNPq, via Edital Universal, têm início nesse ano

14 projetos financiados pelo CNPq, via Edital Universal, têm início nesse ano

A Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste) inicia o ano de 2019 com motivos para comemorar. Isso porque 14 professores da universidade darão início a projetos financiados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) via Edital Universal. Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da instituição, professor Marcos Ventura Faria, as aprovações mostram que o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores da instituição estão de acordo com a demanda nacional.

Representa que esses projetos e os pesquisadores estão alinhados com suas áreas de conhecimento, com as demandas nacionais, com a pesquisa de melhor qualidade que é desenvolvida no Brasil, considerando que o Universal é um edital bastante concorrido – é uma demanda bastante grande, todos os pesquisadores do Brasil concorrem. Então. são pesquisas de qualidade e de expressão”, analisa Marcos.

Na Faixa A, que prevê um financiamento de até 30 mil reais, foram contemplados sete pesquisadores. A professora Heloísa Bertagnon, de Medicina Veterinária; Valdirlei Freitas, de Física; Cristiano Pott, de Agronomia; Michele Mesomo, de Engenharia de Alimentos; Tânia de Moura, de Biologia; Ana Paula Leite, de Fonoaudiologia; e Katia dos Santos, de Psicologia.

Katia aprovou o projeto “Violência contra a mulher em Irati-PR: mapeamento da incidência e da rede de enfrentamento”. De acordo com a professora, a pesquisa contará com o apoio de outros dois professores e vai mapear os casos de violência doméstica em Irati e região. O intuito, assim, é dar visibilidade e subsidiar na proposição e implantação de políticas públicas de enfrentamento a violência contra a mulher. “Esse levantamento será a partir de redes formais e informais, pois muitos casos de violência não aparecem nos registros. Então, a pesquisa vai abarcar associação de bairro, por exemplo”.

Um dos projetos visa fomentar políticas públicas pelo fim da violência contra a mulher no município de Irati

A perspectiva, segundo a professora, é que a pesquisa dure dois anos. Os recursos serão investidos em bolsas de Iniciação Científica e em despesas com deslocamento. Para ela, a aprovação no Edital Universal é motivo de comemoração já que a pesquisa pode contribuir com a criação de políticas públicas efetivas para o atendimento a mulheres em situação de violência. “A ideia é que a pesquisa dê subsídios para pensar politicas públicas de estrutura mínima de atendimento a mulheres em situação de violência. Em Irati não temos delegacia especializada, nem outros órgãos que são necessários. Assim, pesquisas como essa podem reverter nesse sentido, na proposição de políticas públicas que sejam necessárias para atendimento de mulher em situação de violência”, explica Katia.

Já na Faixa B, os financiamentos variam de 30 a 60 mil reais. Nela, foram seis projetos aprovados. Entre os professores contemplados estão Rubiana Mainardes, de Farmácia; Paulo Rogério Pinto Rodrigues, Fauze Anaissi, Yohandra Torres e Sueli Quináia, de Química; e o professor Luciano Farinha, do curso de Agronomia.

O projeto do professor Luciano trata da conservação da natureza e do manejo de florestas naturais. De acordo com o pesquisador, a aprovação do projeto no Edital Universal do CNPq vai permitir o início das medições e das verificações em campo. Os recursos serão utilizados no pagamento de uma bolsa de iniciação científica, de despesas de deslocamento e na aquisição de equipamentos para as medições. “É um projeto que visa propor uma nova classificação a nível nacional para uma tipologia florestal. É uma classificação em cima das espécies ocorrentes. Ou seja, se é uma espécie que, no ambiente florestal, vai ser a primeira a ser colonizada, a segunda, a terceira, ou a espécie que a gente denomina de clímax. Então, o projeto vai fazer uma classificação de todas as espécies da floresta ombrófila mista”, detalha.

Manejo da uva do japão também será investigado

A Faixa C financia projetos que vão de 60 a 120 mil reais e, na Unicentro, o contemplado foi o professor Afonso Figueiredo Filho, da Engenharia Florestal. A pesquisa desenvolvida pelo professor em conjunto com outras duas docentes e com estudantes de mestrado e doutorado tem como foco o manejo da uva do japão em floresta ombrófila mista. “O objetivo do projeto é desenvolver técnicas para manejar a uva do japão no sentido de controlar a uva do japão na floresta ombrófita mista com geração de renda ao pequeno agricultor, porque a madeira da uva do japão é uma madeira excelente, de muito boa qualidade para movelaria. Então, a gente vai realizar cortes de uva do japão na floresta ombrófita mista, no sentido de controlar a espécie, a disseminação da espécie e vendendo a madeira para gerar renda para o pequeno proprietário”.

As 14 aprovações, para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Unicentro, professor Marcos Ventura Faria, refletem a dedicação e a qualificação dos pesquisadores e, também, o incentivo institucional. “Na maioria dos casos, os professores atuam também como orientadores na pós-graduação. Então, acho que isso também demonstra esse investimento que vem sendo feito e a própria capacitação individual de cada pesquisador, que procura aprimorar essa pesquisa, que procura fortalecer os grupos de pesquisa que estão institucionalizados dentro da Unicentro. Enfim, eu acho que é uma soma de esforços”, finaliza.

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