
Projeto Florescer da Unicentro lança produtos para combate a violência contra à mulher
Entre os dias 25 de novembro e 10 de dezembro é realizada, em diversos países do mundo, a campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência de gênero”. Em Guarapuava, a ação contou com a participação da Unicentro que organizou a atividade “A informação como fator decisivo na conscientização e no combate a violência contra a mulher”.
A atividade reuniu representantes pedagógicos da Rede Municipal de Educação de Guarapuava no Mini-Auditório do Campus Santa Cruz e teve como principal objetivo apresentar alguns dos produtos – audiovisuais e impressos – produzidos pela equipe do projeto de extensão Florescer, que faz parte do Núcleo Maria da Penha (Numape) de Guarapuava.
A coordenadora do projeto, professora Ariane Pereira, do Departamento de Comunicação Social, contou que o Florescer atua como projeto de extensão desde abril. Nesses oito meses foram produzidos materiais que auxiliam no combate à violência contra a mulher, ajudando a vítima a reconhecer-se como tal. “Para esse momento, a gente produziu um conjunto de cinco cartazes, cada um falando de um tipo de violência contra à mulher previsto pela Lei Maria da Penha, e um folder. Além disso, a gente fez sete vídeos que retratam o que são essas violências – respondendo a anseios da Rede de Combate e Enfrentamento a Violência Contra à mulher de Guarapuava e do Paraná”, explica.
Os produtos produzidos para essa segunda etapa do projeto, referente à campanha dos 16 de ativismo, também vão ser usados por pedagogas das escolas municipais de Guarapuava, sempre com amparo da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres. “É uma temática que não podemos fugir na atualidade. É uma preocupação sempre também da nossa Secretaria estar desenvolvendo esse trabalho”, destacou Erondina Kamiski Carvalho, assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação.
Quem também participou da ação foi a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Priscila Schran de Lima, que apoia o projeto e também conta com a parceria das integrantes do Florescer. “Há um tempo, nós percebemos a necessidade de falar da violência doméstica e familiar junto com as escolas. Uma das coisas que as professoras reclamavam e solicitavam era material. Material para elas poderem trabalhar isso com as outras professoras, com as mães e os pais. Então, quando surgiu essa questão do Numape – de produzir esses vídeos, panfletos e cartazes, de uma forma bem didática e bem real – nós, imediatamente, pensamos que poderia, então, ser o material que as escolas estavam tanto necessitando”, explica a secretária.
Parte dos vídeos apresentados no Campus Santa Cruz é formada por documentários produzidos a partir de relatos reais de mulheres que sofreram ou sofrem algum tipo de violência. Outros são materiais mais lúdicos, que utilizam de diversas técnicas da comunicação, como o gif do assediômetro. Além da importância do tema, a qualidade das produções e a emoção geradas por elas, surpreenderam quem participou da atividade. “De muita qualidade. Eu gostei muito”, disse Erondina. “A gente acaba ficando um pouco triste com essa realidade, mas a gente acredita num futuro melhor, que possamos estar mudando essa situação”.