Avaliação da aplicação de resíduo de avicultura na qualidade dos solos agrícolas

Aline Maria Stepka

Data da defesa: 09/12/2025

Banca:
Dr. André Luiz Justi – UFPR – Primeiro examinador
Dra. Kelly Geronazzo Martins – UNICENTRO – Segunda Examinadora
Dra. Ana Carolina Barbosa Kummer – UNICENTRO – Orientadora e Presidente da Banca

Resumo:
O manejo do solo é um dos fatores que propicia a alta produtividade nas lavouras e a proteção do meio ambiente, onde um solo bem estruturado e saudável, está apto a fornecer nutrientes necessários, estrutura para o enraizamento das plantas e evita fenômenos indesejados como erosão e compactação do solo. Associado a essa demanda, a disposição de cama de frango nos solos agrícolas é uma forma de complementar ou suprir a demanda de nutrientes no solo, como nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), além de adicionar matéria orgânica (MO) na superfície e destinar de forma correta esse resíduo no meio ambiente. Dessa forma este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da aplicação de resíduo de avicultura nos atributos físicos, químicos, biológicos e na infiltração de água no solo. Para a realização do estudo foram avaliadas três áreas com aplicação de cama de frango, sendo: A1, na qual foi aplicado o resíduo pela primeira vez em 2024; A2, que recebeu o resíduo duas vezes (uma em 2022 e outra em 2024); e A3, que recebeu o esterco três vezes (em 2021, 2022 e 2024). Para fins comparativos, analisou-se uma área controle (AC) com os mesmos manejos, porém sem receber cama de frango. Foram avaliados atributos físicos, químicos e biológicos do solo, que incluem umidade, densidade, porosidade, indicadores de fertilidade (pH, matéria orgânica e macronutrientes), respiração basal do solo (RBS) e infiltração de água. A umidade do solo foi maior na área controle (AC). A porosidade não apresentou diferença significativa entre A1 e A3, e, para a densidade, os resultados indicaram ausência de diferenças significativas entre os tratamentos (A1, A2 e A3) e entre as camadas avaliadas (10–20 e 20–30 cm). As áreas A2 e A3 apresentaram melhoria do pH, elevação da matéria orgânica (M.O.) e aumento dos teores de fósforo e bases trocáveis. A área A3 apresentou o melhor desempenho para a respiração basal do solo (RBS). A área A2 apresentou a maior taxa inicial de infiltração, sugerindo melhor condição de permeabilidade superficial, enquanto a A1 apresentou a menor infiltração inicial. Já a área controle (AC) apresentou maior infiltração final.

Link: Dissertação de Aline Maria Stekpa

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