
2º Encontro de Integração Ensino-Serviço-Comunidade apresenta pesquisas e fortalece integração com a rede pública de saúde
Segunda edição do evento reuniu estudantes, professores e gestores para compartilhar 15 pesquisas desenvolvidas no âmbito do Coapes
Na última quinta-feira (29), estudantes, professores, gestores e profissionais da rede municipal de saúde participaram do 2º Encontro de Integração Ensino-Serviço-Comunidade, no Centro Universitário Campo Real, em Guarapuava. O evento reuniu representantes de instituições de ensino, profissionais da rede municipal de saúde e membros da comunidade para compartilhar experiências, pesquisas e projetos desenvolvidos no âmbito do Contrato Organizativo de Ação Pública Ensino-Saúde (Coapes).
A programação teve como foco principal fortalecer a articulação entre ensino, serviço e comunidade, além de estimular a educação permanente, a interprofissionalidade e a inovação nas práticas assistenciais voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Integrante do comitê gestor do Coapes e professora do Departamento de Nutrição da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Paula Chuproski Saldan destacou a função estratégica dos equipamentos municipais de saúde. De acordo com a docente, os espaços administrados pela Secretaria Municipal de Saúde atuam como campo de prática, estágio e curricularização da extensão para os cursos da área. “O Coapes vem para organizar e otimizar essa lotação dos campos e proporcionar uma melhor formação para o acadêmico”, afirmou a docente.
Nesta edição, a programação contou com a apresentação de 15 pesquisas vinculadas a iniciativas como o programa PET-Saúde Digital, desenvolvidas por acadêmicos dos cursos de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia. A professora pontuou que a exposição dos dados gerados na atenção primária funciona como retorno direto aos profissionais que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), permitindo que os resultados científicos sejam incorporados à rotina assistencial.
Sobre a vivência prática, Paula explicou que o contato direto com a realidade dos pacientes expõe os estudantes aos determinantes sociais da saúde. Os dados levantados em campo auxiliam na formulação de intervenções locais, na implementação de programas e na revisão de diretrizes públicas municipais.
Entre os trabalhos apresentados no encontro, a acadêmica do terceiro ano de Medicina da Faculdade Campo Real, Marcele Hemmylly Ribeiro Silva, detalhou o estudo sobre a necessidade de cuidado em adultos e idosos com diabetes mellitus sem acompanhamento regular na atenção primária.
A pesquisa foi estruturada a partir de um projeto de extensão vinculado à Unicentro, que realiza avaliações integrais da saúde de idosos. O levantamento mapeou as principais demandas clínicas e sociais dessa população para embasar ações preventivas direcionadas. “A melhor parte de fazer este trabalho, sem dúvida, é atender os pacientes, sair da zona de conforto e ver realidades que você nem imaginava”, relatou a estudante.
A estudante também destacou a receptividade da comunidade nas unidades de saúde, ressaltando a participação ativa dos moradores nos atendimentos prestados na unidade-escola vinculada ao bairro Vila Carli.
Por Ana Paula Souza, com supervisão de Giovani Ciquelero
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