Unicentro recebe VII Encontro Nacional sobre Estudos de Gênero

Unicentro recebe VII Encontro Nacional sobre Estudos de Gênero

 

Evento reuniu pesquisadoras e pesquisadores de diferentes instituições em oficinas, mostra de curtas-metragens, simpósios temáticos e atividades com escritoras paranaenses


A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) sediou, entre os dias 20 e 22 de outubro, o VII Encontro Nacional do Grupo de Trabalho (GT) Estudos de Gênero da Associação Nacional de História (Anpuh/Brasil). Com o tema “40 Anos Feministas – Pesquisas e Formação nos Estudos de Gênero e História das Mulheres”, o evento foi realizado nos formatos presencial, no Câmpus Santa Cruz, em Guarapuava, e on-line, com o objetivo de promover reflexões sobre quatro décadas de pesquisas e estudos feministas e de gênero nas universidades brasileiras.

A programação incluiu oficinas, mostra de curtas-metragens, simpósios temáticos sobre estudos de gênero e história das mulheres, além de atividades com escritoras paranaenses. Ao todo, foram registradas 540 inscrições, com 245 trabalhos submetidos e 22 simpósios temáticos.

Para a diretora do Câmpus Santa Cruz, professora Roseli de Oliveira Machado, é fundamental a presença de mais mulheres na pesquisa não apenas por uma questão de representatividade, mas porque a ciência é construída a partir de perguntas, de experiências e de perspectivas incorporadas à produção do conhecimento. “Quando ampliamos a participação das mulheres, ampliamos também as possibilidades de compreender a realidade. No campo dos estudos de gênero, isso é especialmente importante. Estamos falando de pesquisas que ajudam a tornar visíveis desigualdades historicamente naturalizadas, inclusive dentro das próprias universidades”, destaca.

Para ela, ao receber pesquisadoras e pesquisadores de diferentes instituições brasileiras, é possível promover o diálogo entre gerações, compartilhar resultados de pesquisas e fortalecer redes de colaboração. “Há também um significado institucional e simbólico muito importante. Ao acolher um evento dessa natureza, uma universidade pública do interior do Paraná reafirma que a produção de conhecimento crítico, comprometido com a igualdade e com a transformação social, não está restrita aos grandes centros”, complementa.

A diretora explica que não basta garantir que as mulheres ingressem na universidade, é preciso assegurar que tenham condições efetivas de permanecer, produzir, avançar e ocupar espaços de decisão. “Acredito que esse seja um dos maiores legados do Encontro: fortalecer a pesquisa, inspirar novas gerações de pesquisadoras e mostrar que discutir gênero não é tratar de uma questão exclusiva das mulheres, mas refletir sobre a sociedade que somos e, sobretudo, sobre a sociedade que queremos construir”, afirma Roseli.

A coordenadora-geral desta edição, professora Luciana Klanovicz, avalia que sediar um evento nacional desse porte, um GT com mais de 20 anos, foi um grande desafio e representou uma alegria imensa. “Mostra a força, o protagonismo da Unicentro, como produtora de pesquisas no âmbito e na perspectiva de gênero e feminismo. E a gente fica bastante feliz em estar dando conta desse processo todo”, afirma a docente do Departamento de História de Guarapuava. Para ela, o cenário de pesquisa é promissor, o que é revelado na quantidade de inscrições no encontro, foram 540 inscrições, 245 trabalhos inscritos e 22 simpósios temáticos.

Professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e associada à Anpuh, Cristina Scheibe Wolff também enfatiza a importância de reunir pessoas que trabalham com questões de gênero, mulheres, feminismo e sexualidade no Brasil. “Este grupo de trabalho nos une. Existem diversas iniciativas anti-gênero que se opõem aos estudos de gênero. Portanto, é muito importante que estejamos juntos para enfrentar essa situação”, afirma.

Entre as participantes, a acadêmica do curso de História, Ellen Rodrigues dos Reis, enxerga com entusiasmo e felicidade a pesquisa como espaço de acolhimento para se conectar e aprender. “Vivemos em um momento tão delicado e crítico acerca de assunto sobre gênero, que estar em um espaço que aborda e amplia nosso conhecimento faz com que sentamos uma esperança”, conta.

Confira as fotos do evento no Banco de Imagens da Unicentro

Por Milena Kammer, com supervisão de Giovani Ciquelero


Você já conhece o canal de transmissão da Unicentro no WhatsApp?

Lá, você encontra notícias fresquinhas e em primeira mão, além de comunicados oficiais, eventos, conquistas da galera e muito mais! Clique aqui para participar e fique por dentro de tudo o que é destaque na nossa universidade.

Deixe um comentário