Mulheres que Somam propõe roda de conversa com escuta e acolhimento

Mulheres que Somam propõe roda de conversa com escuta e acolhimento

 

Atividade na tarde de quarta-feira (7) proporcionou diálogo sobre questões de gênero e desafios relacionados à trajetória das mulheres na universidade


Falar sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na universidade, principalmente nas áreas de Ciências Exatas, foi o ponto de partida para mais uma edição da Roda de Conversa com Café, realizada na tarde de quarta-feira (7) no Câmpus Cedeteg da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A atividade reuniu estudantes, professores e agentes universitários para um momento de diálogo, troca de experiências e acolhimento, como parte das ações do projeto Mulheres que Somam.

Coordenado pela professora Taiana Gabriela Moretti Bonadio, do Departamento de Física, o projeto busca ampliar a presença feminina nos cursos de graduação de Ciências Exatas, Engenharias e Computação (STEM). Para a docente, a roda de conversa contribui para aproximar as participantes de temas que fazem parte de sua trajetória acadêmica e profissional.

“Este tem sido um ano de muitas ações do Mulheres que Somam. As bolsistas de iniciação científica progrediram em seus projetos individuais e também participamos de cursos com foco prático, como de impressão 3D, realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Hoje, a presença de uma profissional da área da Psicologia também nos auxilia na mediação e no direcionamento das discussões”, comentou.

A psicóloga Jessyka Rickli, responsável pela mediação da roda de conversa, destacou que a proposta foi discutir as questões de gênero e os desafios encontrados pelas mulheres ao ingressarem e permanecerem em áreas consideradas ainda predominantemente masculinas. Para ela, essas trajetórias também são atravessadas pelas demandas de cuidado historicamente atribuídas às mulheres. “Ocupar a área científica e tecnológica exige que elas pensem em um lugar que nem sempre lhes foi ensinado. A ideia para esta tarde é deixá-las falar sobre suas experiências a partir da escuta e do acolhimento”, explicou a profissional.

Para quem vivencia essa realidade no dia a dia, discutir esses assuntos também contribui para a formação. Bolsista de Iniciação Científica do Mulheres que Somam e estudante do primeiro ano de Matemática Aplicada e Computacional na Unicentro, Ana Brígida Camargo dos Santos considera importante abrir espaço para falar sobre gênero e saúde mental. “São temas que afetam a vida dos estudantes durante o percurso acadêmico. Considero o projeto muito importante também por promover ações para atrair mais mulheres para a área das Ciências Exatas”, finalizou.

  • Acompanhe as atividades do projeto aqui. Outras fotos podem ser conferidas no Banco de Imagens da Unicentro.

Por Scheyla Horst

Deixe um comentário