
Apresentação “Noites Brasileiras” aquece noite de inverno no Câmpus Santa Cruz
Oficina de Ritmos Brasileiros animou a comunidade acadêmica ao som de maxixe, samba, choro e forró
Na última quinta-feira (26), o Câmpus Santa Cruz da Unicentro, em Guarapuava, teve a noite mais fria do mês aquecida pelo repertório apresentado pelos participantes da Oficina de Ritmos Brasileiros, promovida pela Diretoria de Cultura (Dirc). Realizado no hall em frente ao Auditório Francisco Contini, o espetáculo contou com violão, cavaquinho, harpa, baixo elétrico, piano, vocal, gaita ponto e flauta, além da regência do professor de Lucas Sequinel e de Flávia Pilati e Flávia Eduarda Andrade da Rosa como artistas convidadas.
Flávia Eduarda, que já participou da oficina, atualmente é professora de música e ministra uma oficina de pandeiro na Unicentro. Ela comenta sobre a felicidade em ser convidada e por ter a música como pilar em sua vida, construído com a ajuda da Unicentro. “Alguns anos atrás eu não tocava nada e queria agradecer a universidade por me permitir entrar nessa área da música e estar tocando aqui hoje”, afirmou. “Sempre estamos fazendo coisas juntos e tentando movimentar essa cena cultural no sentido de trazer a música popular brasileira para os espaços, reviver as músicas e trazer brasilidade e ritmo pro povo”, ressaltou.
Segundo Lucas Sequinel, as oficinas cumprem um papel importante ao aproximar a comunidade do conhecimento musical. “A universidade é um espaço para adquirir conhecimento, e esse conhecimento de música popular às vezes fica meio longe, então as oficinas são importantes para trazer o público para perto”, conta. “A música é só um fio que puxa pra gente conhecer história, literatura e outras linguagens artísticas, então isso vai puxando a gente pra uma sensibilidade para olhar para o mundo que é atravessado pela música e pela arte”. Ele também fala sobre a adrenalina de apresentar com os alunos. “É um desafio para todo mundo, é muita dedicação dessa galera, e só com essa entrega é que é possível acontecer isso. Então estou muito agradecido pelas pessoas que acreditam um pouquinho na música e nesse espaço de aprendizagem”, enfatizou.
Cantora, compositora, professora de música e aluna da oficina, Daniele Kraus comenta sobre a importância da música em sua vida. “A música é fundamentalmente a minha maneira de me expressar no palco, eu tenho condições de falar sobre todas as coisas que eu não consigo falar no dia a dia e realmente ser a pessoa que eu quero ser”, conta. Por mais que a sua vida gire em torno da arte, Daniela destaca o papel das oficinas. “Fazer parte da oficina é importante para enriquecer o repertório, trabalhar com compreensão da música em instrumentos diferentes, porque a gente passeia por vários instrumentos, na aula a gente acaba tocando de tudo”.
Para os participantes, a apresentação é importante para valorizar a cultura brasileira e o que é produzido em nosso país, enxergando além do que vemos no cotidiano. Flávia Eduarda ressalta sua felicidade em fazer parte desse movimento. “A gente esquece que no Brasil a gente tem uma cultura muito diversificada, que é muito rico, que tudo veio da mãe África e que traz toda essa coisa bonita e misturada que a gente tem no Brasil. É muito legal mostrar isso para o público e a universidade é um bom caminho”, concluiu.
As oficinas da Diretoria de Cultura são divididas por instrumentos e atendem participantes com idade mínima entre 7 e 10 anos, dependendo da modalidade. Mais informações e inscrições estão disponíveis na página de Oficinas da Dirc no site da Unicentro.
+ Confira as fotos do evento no Banco de Imagens da Unicentro
Por Luiza Lobo, com supervisão de Giovani Ciquelero
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