
Comitiva internacional visita a Unicentro para implantação da rede de supercomputadores do Paraná
Resumo
Representantes da Índia, da Fundação Araucária e de empresas parceiras estiveram na universidade para avaliar a infraestrutura que abrigará o primeiro equipamento da rede estadual de supercomputação
A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) recebeu nesta terça-feira (23) uma comitiva internacional ligada ao Centro de Desenvolvimento de Computação Avançada da Índia (C-DAC), órgão vinculado ao Ministério da Eletrônica e Tecnologia da Informação da Índia (MeitY). A visita marca o início da implantação da rede de supercomputadores do Paraná. O projeto, coordenado pela Fundação Araucária, tem a expectativa de ampliar em até 300 vezes a capacidade computacional disponível para pesquisas no estado.
Além dos representantes indianos, também participaram da visita o gerente de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Jorge Edson Ribeiro, um dos principais articuladores da iniciativa, e representantes das empresas Hi-Mix e VVDN, responsáveis pela montagem dos equipamentos que serão instalados nas universidades paranaenses.
A Unicentro, por ter uma infraestrutura já preparada para alocar o equipamento, será a primeira instituição estadual a receber uma máquina de médio porte. A previsão é que a instalação ocorra até novembro deste ano.
O gerente de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Jorge Edson Ribeiro, destaca que o projeto vai além da aquisição de equipamentos “Nosso projeto não trata da compra de computadores. É um projeto de aquisição de tecnologia de computação de alta performance. Nós temos um parceiro detentor da tecnologia na Índia, que desenvolveu essa tecnologia e a transferiu para empresas parceiras responsáveis pela fabricação dos equipamentos”, explica.
Sobre o projeto – A parceria internacional deve contemplar as sete universidades estaduais do Paraná. A estrutura será formada por uma máquina central instalada na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e por unidades distribuídas em cada uma das instituições de ensino superior paranaenses.
A Unicentro será a primeira universidade a receber o equipamento, por isso, a visita técnica teve como objetivo avaliar as instalações e identificar as adequações necessárias. “A Unicentro é a primeira universidade a disponibilizar a infraestrutura adequada para receber uma máquina média. A partir dessa visita, vamos verificar se existe algum ajuste que precisa ser feito no espaço. Ainda existe a aquisição de um sistema de refrigeração, mas acreditamos que até novembro conseguiremos entregar a máquina”, compartilha Jorge.
O investimento representa um importante avanço para a ciência produzida no Paraná já que, atualmente, pesquisadores dependem de estruturas externas para executar projetos que demandam maior desempenho computacional. O coordenador de Tecnologia da Informação da Unicentro, Edson Gardin, explica que a instalação do novo equipamento deve permitir a análise de grandes volumes de dados. “Vai ser um grande incentivo para desenvolver ainda mais pesquisas que, até então, não tínhamos capacidade de processamento. Esse equipamento permitirá que pesquisadores realizem dentro da própria universidade estudos que antes exigiam o uso de estruturas externas”, afirma. “A expectativa, principalmente para a pesquisa, é grande. Será um grande passo para a produção científica paranaense”, completa.
Para o reitor da universidade, professor Fábio Hernandes, a conquista demonstra o esforço coletivo realizado pela instituição. “A Unicentro tem trabalhado muito para receber esse supercomputador e, com o trabalho coletivo, conseguimos preparar nosso espaço e ser a primeira universidade a executar a instalação dessa máquina”, ressalta.
O reitor ainda destaca que a nova estrutura terá impacto imediato em pesquisas já em andamento. “Isso significa que a Unicentro será pioneira entre as universidades estaduais em receber e estar apta a utilizar essa tecnologia. Temos alguns trabalhos que serão muito beneficiados, como os desenvolvidos pelo Napi Genômica, em que o volume de dados é extremamente grande. O uso do supercomputador permitirá extrair informações com muito mais rapidez e precisão. Temos a certeza de que ele veio para contribuir muito com a ciência produzida na nossa universidade, por isso queremos agradecer à Seti, à Fundação Araucária e ao Governo do Estado por essa sensibilidade de colocar o Paraná na vanguarda”, finaliza o reitor Fábio Hernandes.
Por Maíra Machado
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