Bloomsday em Prudentópolis convida universitários e comunidade a mostrar sua arte

Bloomsday em Prudentópolis convida universitários e comunidade a mostrar sua arte

Resumo

Tradicional festa do calendário acadêmico do Câmpus de Irati da Unicentro foi realizada pela primeira vez na cidade vizinha.

Depois do sucesso da 15ª edição do Bloomsday na semana passada em Irati, a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) repetiu o evento no Escritório Gastro Bar, em Prudentópolis, nessa quarta-feira (17). A festa literária já tradicional na programação de aniversário da instituição, aconteceu pela primeira vez em outro município, abrindo espaço para a arte produzida por estudantes, professores e comunidade.

“A motivação do Bloomsday em Prudentópolis veio da professora Ana Léa, do curso de Contábeis, que no ano passado me desafiou a trazer o evento para cá também”, conta o organizador Edson Santos Silva, coordenador de Cultura do Câmpus de Irati (Cocult/I).

O Bloomsday é uma homenagem ao romance Ulysses, escrito por James Joyce. Na Unicentro, ele é promovido pela Cocult e pelo Departamento de Letras (Delet/I), em parceria com a Academia de Letras, Artes e Ciências do Centro Sul do Paraná (Alacs).

Gabriela Roth Gomes estuda Administração na Unicentro em Prudentópolis, mas deixou o lado artista falar mais alto no Bloomsday (Foto: Coorc)

“O Bloomsday serve para a gente quebrar o estereótipo de que arte, sensibilidade e  poesia são só para quem é das Ciências Humanas. Não! Elas são para todo mundo”, defende o professor Edson.

E foi isso que aconteceu na edição de Prudentópolis: alunos de Administração, Ciências Contábeis e Pedagogia apresentaram músicas, poemas e artes visuais. “Tivemos o envolvimento dos três cursos daqui. É um evento internacional sendo realizado aqui, trazendo algo novo, cultural e literário em um ambiente descontraído”, comenta o diretor do Câmpus Avançado de Prudentópolis, Edson Macohon.

A acadêmica Gabriela Roth Gomes criou uma pintura especialmente para o Bloomsday. “A obra retrata uma mulher dos anos 1920, quando o livro do James Joyce foi escrito. Além do desenho eu coloquei penas brancas na arte, pensando nas características das roupas das pessoas dessa época”, descreve a artista. Seu quadro ficou exposto durante a noite em meio ao público, que também foi convidado a se vestir no estilo desse período.

Na festa, a integração entre universidade e comunidade ficou visível na apresentação da Silent Strings Orchestra. “Quando soubemos que o evento viria para Prudentópolis, na hora já surgiu a ideia de convidar pessoas para formar uma banda. Convidamos diferentes músicos, alguns são alunos nossos, outros são amigos – cada um com um talento –, e fomos montando essa orquestra”, conta Fabiano Ferreira, secretário do câmpus e vocalista do conjunto.

Três bandurinistas da cidade integraram a banda composta por pessoas da universidade e da comunidade formada especialmente para o evento (Foto: Coorc).

Em meio a guitarra, baixo, bateria e sanfona, a Silent Strings inclui um som diferente: o da bandura. “Esse é um instrumento típico e popular ucraniano composto por 55 cordas”, explica a professora de bandura da Casa de Cultura de Prudentópolis, Dhaiana Silveira dos Santos. Ela e duas alunas aceitaram o desafio de tocar músicas pouco usuais com ele. “A gente tocava em eventos mais restritos à cultura ucraniana. Eu nunca tinha imaginado tocar rock na bandura, mas encaixou perfeitamente na banda”, discorre a instrumentista.

A diversidade artística na programação do Bloomsday foi elogiada pelo público. “A literatura é indispensável ao ser humano e Prudentópolis precisa muito desses eventos culturais. Eu gostei do início ao fim”, avaliou Elza Hauresko, servidora da Sanepar.

Para os estudantes da Unicentro, a festa literária também foi significativa. “É muito legal saber que pudemos participar do primeiro Bloomsday em Prudentópolis e que, certamente, será uma tradição de agora em diante”, vislumbra o acadêmico Rafael Moleta.

Por Amanda Pieta

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