Vivência e Memória: Atividade de Campo Analisa Impactos do Tornado de 2025 e a Resiliência no Território do Iguaçu

No último fim de semana, 16/05/2026, acadêmicos do curso de Bacharelado em Geografia da Unicentro integraram teoria e prática em uma enriquecedora atividade de campo voltada ao estudo de desastres ambientais. A ação teve como palco o histórico Território do Iguaçu, com atividades centralizadas no campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) em Laranjeiras do Sul e no município vizinho de Rio Bonito do Iguaçu.

Resgatando a História e a Infraestrutura Regional

O roteiro iniciou em Laranjeiras do Sul, antiga capital do Território Federal do Iguaçu. Os estudantes visitaram a antiga Residência do Vice-Governador. hoje transformada em Casa da Memória, um marco que conecta o passado geopolítico da região com a sua configuração socioambiental atual.

Na sequência, o grupo conheceu os Campos Experimentais da UFFS. Com uma área de aproximadamente 31,5 hectares dividida em seis áreas temáticas, o espaço impressionou pela infraestrutura prática voltada ao ensino, pesquisa e extensão em agroecologia e desenvolvimento rural, servindo de base para a compreensão do uso do solo e da sustentabilidade regional.

O Impacto do Tornado: Da Dor à Reconstrução

O ponto alto e de maior impacto formativo ocorreu em Rio Bonito do Iguaçu, município severamente atingido por um tornado (EF4) em 7 de novembro de 2025. O foco da disciplina de Desastres Ambientais foi analisar criticamente as dimensões do antes, durante e pós-desastre.

Os estudantes visitaram o Memorial do Tornado da UFFS e tiveram a oportunidade de ouvir relatos emocionantes de moradores locais. Esses relatos permitiram compreender não apenas a força do evento extremo, mas principalmente a capacidade de resiliência da comunidade e avaliar a eficácia das políticas públicas de reconstrução que foram implementadas no município.

A atividade reforça o compromisso do LabHidro em apoiar investigações que unam a formação acadêmica à realidade social, compreendendo os desastres para além do fenômeno físico, como eventos que exigem gestão, memória e solidariedade.

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