PROTOCOLO DE MINIESTAQUIA DO HÍBRIDO Pinus elliottii var. elliottii x Pinus caribaea var. hondurensis
Hannah Cristina Botelho Lima de Fanola
Defesa Pública: 17 de julho de 2025.
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Carlos Andre Stuepp, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Primeiro Examinador.
Prof. Dr. Lucas Amaral de Melo, Universidade Federal de Lavras, Segundo Examinador.
Prof. Dr. Kleiton Lima de Godoy Machado, Instituto Presbiteriano Mackenzie, Terceiro Examinador.
Prof. Dr. Fabrício William de Ávila, Universidade Estadual do Centro-Oeste, Quarto Examinador.
Profª. Dra. Fabiana Schmidt Bandeira Peres, Universidade Estadual do Centro-Oeste, Orientadora e Presidente da Banca Examinadora.
RESUMO:
O aprimoramento das técnicas de propagação vegetativa é essencial para a produção de mudas com qualidade adequada ao plantio comercial, especialmente no caso do híbrido P. elliottii var. elliottii × P. caribaea var. hondurensis, amplamente utilizado na silvicultura. Este trabalho teve como objetivo avaliar o enraizamento adventício de miniestacas desse híbrido, visando à otimização do protocolo de miniestaquia. Para isso, foram conduzidos três ensaios. No Capítulo 1, avaliou-se o efeito da sazonalidade e da frequência de aplicação de solução nutritiva sobre a produtividade de minicepas e o enraizamento das miniestacas. O experimento foi realizado em minijardim clonal instalado em leito de areia, com cinco frequências de aplicação da solução nutritiva (testemunha, 1, 2, 4 e 6 vezes por semana), ao longo das quatro estações do ano. Foram avaliadas a sobrevivência das minicepas, o número de miniestacas por planta, a composição foliar ao final do ciclo (427 dias) e a porcentagem de enraizamento. No Capítulo 2, foram realizados dois experimentos. No Experimento I, miniestacas foram submetidas a cinco tratamentos com compostos bioativos (Enraizador, Terebentina, Paclobutrazol, Fitorregulador). Avaliou-se a porcentagem de enraizamento (aos 60 dias), características morfológicas, biomassa e índice de qualidade de Dickson (aos 210 dias). No Experimento II, miniestacas apicais e basais foram cultivadas sob duas doses de fertilizante de liberação lenta NPK (3 e 6 kg/m³), avaliando-se as mesmas variáveis do Experimento I, além da composição foliar de macro e micronutrientes. Os resultados do Capítulo 1 mostraram que a sazonalidade influenciou todas as variáveis analisadas, com maior produção de miniestacas e porcentagem de enraizamento na primavera e no verão. A frequência de aplicação da solução nutritiva não afetou a sobrevivência das minicepas nem o enraizamento, mas aumentou a produtividade em comparação à testemunha. A análise foliar indicou além de reduções no teor de Mg nas maiores frequências de aplicação, a redução dos teores de Cu e Mn na testemunha. No Capítulo 2, os compostos bioativos não influenciaram significativamente o enraizamento, embora a Terebentina tenha promovido maior altura e diâmetro do colo. A aplicação de fertilizante de liberação lenta influenciou positivamente todas as variáveis morfológicas e fisiológicas. A dose de 6 kg/m³ proporcionou maior crescimento e biomassa, enquanto a dose de 3 kg/m³ favoreceu melhor equilíbrio morfológico (menor relação altura/diâmetro). Houve aumento nos teores foliares de N e Zn e redução nos de Mg e Cu com o incremento das doses. O tipo de miniestaca (apical ou basal) não influenciou nenhuma das variáveis avaliadas. Esses resultados evidenciam que o manejo nutricional, associado à sazonalidade, exerce papel central no sucesso da miniestaquia e na produção de mudas de qualidade. A utilização de fertilizante de liberação lenta mostrou-se uma estratégia eficiente para promover vigor e equilíbrio morfológico, enquanto os compostos bioativos testados não apresentaram efeito significativo sobre o enraizamento. A ausência de influência do tipo de miniestaca amplia a flexibilidade do protocolo de propagação vegetativa para esse híbrido.