Aula inaugural do curso de Big Data destaca integração entre tecnologia, agronegócio e desenvolvimento de habilidades

Aula inaugural do curso de Big Data destaca integração entre tecnologia, agronegócio e desenvolvimento de habilidades

Resumo

Encontro alinha uso de dados no campo com a importância das soft skills na formação acadêmica

A aula inaugural de 2026 do curso de Big Data no Agronegócio da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) trouxe como tema “Agro 4.0: conectando dados, pessoas e desafios reais”. O encontro reuniu estudantes das três séries do curso e marcou o início de mais um ciclo de atividades voltadas à integração entre teoria, prática e mercado de trabalho.

Durante a programação, a importância da análise de dados no agronegócio foi destacada como um dos pilares para o aumento da produtividade e da eficiência no campo. Fábio Hernandes, reitor da universidade, ressaltou que o curso nasce justamente dessa necessidade de integração entre áreas. “O curso do Big Data nasceu a partir de uma demanda do governo do estado, de uma demanda da região, em que nós temos, justamente, que fazer este elo da área das tecnologias com a área do agronegócio”, afirmou.

Como ponto central, o reitor também destacou o potencial do uso de dados no setor. “O nosso agronegócio gera muitas informações. E como trabalhar com esses dados? Quais informações subtrair para melhorar o desempenho, a produtividade, o lucro?”, questionou. “São essas respostas que queremos descobrir aqui”, complementou.

A coordenadora do curso, Carolina Paula de Almeida, ressaltou o papel da formação nesse contexto, especialmente diante das transformações do mercado. “O curso pretende formar profissionais com bons conhecimentos na área de tecnologia da informação e no agronegócio, capazes de dialogar com profissionais de ambas as áreas para encontrar soluções inovadoras”, destacou.

Além da dimensão técnica, a aula inaugural trouxe à discussão o papel das soft skills na formação acadêmica e profissional. A psicóloga Eloise Sabrina Jukowski, que atua na área de recrutamento e seleção, enfatizou que essas habilidades vão além do ambiente de trabalho. “O estudante não precisa pensar no que ele precisa para se desenvolver só para o profissional, mas para a vida”, destacou. Segundo ela, competências como comunicação, resiliência e relacionamento interpessoal são cada vez mais exigidas. “Se a pessoa conseguir se comunicar bem, resolver problemas e se relacionar bem com as pessoas, isso vai trazer um destaque para a vida como um todo”, explicou. 

Estudantes aprenderam a importância das soft skills para o mercado profissional

A importância de formar profissionais com perfil voltado à solução de problemas também foi destacada pelo Head de TI, Atilas Ferreira de Paiva. “Nossa principal necessidade não é somente profissionais que entendam de tecnologia, mas principalmente profissionais que sejam engajados com a solução de problemas”, afirmou. Para ele, um ponto de atenção é a necessidade de aprendizado contínuo, afinal, “na tecnologia, o que eu aprendi hoje, amanhã já não serve”, complementa.

Para os estudantes, a Aula Inaugural também representa uma oportunidade de compreender melhor o curso e suas possibilidades. Caloura da graduação, Elizia Guimarães dos Santos destacou as expectativas com a formação. “Eu espero que eu consiga entender bem o que o curso oferece e aprender com eles”, disse.

Parceria com a Cooperativa Agrária leva desafios reais para dentro da sala de aula

A aula inaugural também deu continuidade à parceria entre a universidade e a Cooperativa Agrária, que propõe a inserção de problemas reais do setor agroindustrial no processo de ensino-aprendizagem.

Durante o evento, foram apresentados dez desafios elaborados pela cooperativa, que serão votados pelos estudantes e desenvolvidos ao longo do ano. De acordo com o especialista em projetos estratégicos da cooperativa, Alessandro Branco, a expectativa com a iniciativa é positiva. “A gente sentiu uma energia, uma motivação muito boa na última conversa com os alunos”, afirmou.

Ele explicou que os projetos foram cuidadosamente selecionados e têm aplicação prática. “Todos os projetos são problemas reais. Nenhum projeto foi inventado”, destacou. Segundo ele, a cooperativa também deve acompanhar de perto o desenvolvimento das atividades. “Terão vários especialistas acompanhando os alunos durante esse ano, com uma conversa por mês, para direcionar esses projetos”, explicou.

Projetos selecionados serão executados ao longo do ano

A proposta prevê uma aproximação direta com o ambiente profissional, o que deve contribuir para a formação dos estudantes. Professora da disciplina de Projeto Integrador em Programação, Luara Peterlini ressaltou que a iniciativa contribui tanto para o desenvolvimento técnico quanto comportamental. “Além das habilidades técnicas, a gente trabalha também as soft skills, vendo como eles vão precisar se portar no ambiente de trabalho”, explicou.

Para os alunos, a experiência representa um diferencial importante. Estudante do terceiro ano, Vicente Felipe avalia que a parceria torna o aprendizado mais concreto. “Antes a gente tinha que ficar procurando problemas, inventando coisas para solucionar. Agora, com a parceria, fica muito mais útil”, disse.

Ele também destacou o impacto na futura inserção profissional. “Numa entrevista de emprego, você vai ter um caso real que você já trabalhou. Não vai ser só problema hipotético”, afirmou.

A expectativa, segundo a coordenação, é que os estudantes avancem não apenas no domínio técnico, mas também no desenvolvimento de competências essenciais para o mercado. “Que os alunos elaborem um produto mínimo viável e se tornem profissionais mais capacitados para um mercado em constante transformação”, destacou Carolina.

Por Caroline Albertini

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