Etno Parque Ré Sĩ Kaingang é inaugurado em Manoel Ribas com apoio da Unicentro

Etno Parque Ré Sĩ Kaingang é inaugurado em Manoel Ribas com apoio da Unicentro

 

É a primeira obra concluída pelo Projetek da universidade, responsável pelo projeto arquitetônico e acompanhamento técnico

Na manhã da última terça-feira (7), a Terra Indígena Ivaí, em Manoel Ribas, inaugurou o Etno Parque Ré Sĩ Kaingang, projeto cultural voltado à valorização da identidade do povo Kaingang e promover o acesso a conhecimentos tradicionais. A obra foi desenvolvida em parceria com a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), por meio do Escritório de Projetos Executivos de Engenharia e Arquitetura (Projetek).

Viabilizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e executado pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, a iniciativa contou com investimento de R$ 400 mil para transformar o espaço em um museu a céu aberto, integrando história, memória, educação e experiências culturais. A cerimônia de inauguração reuniu autoridades locais e regionais, entre elas o prefeito de Manoel Ribas, José Carlos Corona, a secretária municipal de Cultura, Bruna Oenning, e o agente regional de Cultura da Macrorregião Centro-Sul, Norbert Heinz.

O prefeito José Carlos Corona destacou o protagonismo da comunidade indígena Ivaí e a relevância. Segundo ele, a aldeia vem se tornando referência não apenas no Paraná, mas em todo o país. “Isso é motivo de muito orgulho. É uma soma de esforços que faz com que a grandeza da nossa comunidade seja exaltada e que essa cultura maravilhosa não seja esquecida”, afirmou.

O cacique Domingos ressaltou a importância da parceria e do esforço coletivo para a concretização do parque. Ele lembrou as dificuldades enfrentadas ao longo do processo e destacou o significado da entrega para a comunidade. “Não é fácil, foi uma conquista. Hoje estamos entregando o Etno Parque para o povo indígena Ivaí”, afirmou, acrescentando que a expectativa é seguir trabalhando em conjunto com o município.

O local reúne cinco tipologias tradicionais de moradias Kaingang: casa de taquara, casa de sapé, casa coberta com folhas de palmito, casa subterrânea e oca, representando diferentes períodos e formas de organização social do povo. Além das estruturas, o parque oferece atividades culturais e educativas, como rodas de conversa com lideranças, apresentações de cantos e danças tradicionais, pintura corporal, exposição e comercialização de artesanato e práticas relacionadas às ervas medicinais.

O projeto contou com a participação de diferentes instituições, entre elas a Escola Estadual Indígena Gregório Kaekchot e a Unicentro, por meio do Projetek. A atuação do Projetek garantiu que as construções respeitassem os saberes tradicionais Kaingang, com uso de materiais naturais e soluções adequadas ao clima da região, além de assegurar infraestrutura para recepção de visitantes.

O coordenador do Projetek, Jackson Zanona, destacou o trabalho realizado de forma colaborativa, durante dois meses de projeto e três de execução, ressaltando ainda a importância do apoio técnico em municípios com menor estrutura nessa área. Para ele, o Etno Parque é de suma importância para a região porque mantém viva a história da tribo. “O que foi projetado não é parte corriqueira da construção civil e arquitetura, fizemos algo que nos surpreendeu também e ficou praticamente idêntico ao projeto”, afirmou. 

Texto e fotos: Ana Clara de Sá Gaspar e Laura Ribeiro dos Santos, acadêmicas do curso de Jornalismo,

com supervisão do professor Francismar Formentão.


Você já conhece o canal de transmissão da Unicentro no WhatsApp?

Lá, você encontra notícias fresquinhas e em primeira mão, além de comunicados oficiais, eventos, conquistas da galera e muito mais! Clique aqui para participar e fique por dentro de tudo o que é destaque na nossa universidade.

Deixe um comentário