Palestra com Patrulha Maria da Penha salienta formas de combate à violência doméstica

Palestra com Patrulha Maria da Penha salienta formas de combate à violência doméstica

Nesta terça-feira (31), o Câmpus de Irati da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) promoveu uma palestra sobre o enfrentamento à violência doméstica. Policiais da Patrulha Maria da Penha conduziram a atividade em dois horários — às 9h e às 19h —, no Auditório Denise Stoklos.

O convite foi uma iniciativa do Programa de Valorização e Relacionamento dos Servidores (Provars) e da Pró-Reitoria de Apoio aos Estudantes (Proae), por meio da Coordenadoria de Apoio à Promoção à Saúde (Coapsa/I) e da Diretoria de Apoio aos Estudantes (Diraes/I). O objetivo foi aproximar a temática da realidade dos estudantes e servidores da Unicentro.

“A ideia foi trazer a equipe da Patrulha Maria da Penha para que eles trouxessem dados locais, mostrando o que acontece aqui em Irati”, afirma a coordenadora da Coapsa em Irati, Eliane Cristina Pereira. “Com isso, acende o alerta para que a gente preste atenção nos pequenos detalhes que podem, com o tempo, gerar grandes desastres nas vidas das mulheres”, destaca a professora.

Durante as falas na Unicentro, integrantes da 8ª Companhia Independente de Polícia Militar enfatizaram a importância da segurança de mulheres em situação de violência. “A Patrulha Maria da Penha trabalha principalmente com a prevenção, mas também com os flagrantes, que é a intervenção quando o fato está ocorrendo”, explica o soldado Khaioma.

Palestras como a do Câmpus de Irati são parte da política de Prevenção e Repressão à Violência Doméstica e Familiar da Polícia Militar do Paraná. “É muito importante trazer esse debate para dentro da universidade para levar esclarecimentos a mulheres que podem ser vítimas, mas que não percebem por achar que a violência é somente física”, comenta o policial.

A soldado Schuerzoski completa que é preciso atentar para outras condutas violentas. “A Patrulha Maria da Penha pode ser acionada pelo 190 em qualquer caso de violência doméstica — lesão corporal, ameaça, violência psicológica, dano material ou moral. Mesmo que não haja flagrante, a vítima pode ser encaminhada para solicitar medida protetiva”, orienta.

Para ela, o mais importante é reconhecer e agir logo no início da violência. “Nosso principal objetivo é que as pessoas observem as red flags, os primeiros sinais, para que a situação não evolua e chegue a um feminicídio, que é a forma mais grave de violência contra as mulheres”, salienta Schuerzoski.

Por Amanda Pieta

Deixe um comentário