Unicentro promove oficina de defesa pessoal para mulheres no Câmpus de Irati

Unicentro promove oficina de defesa pessoal para mulheres no Câmpus de Irati

Apresentar técnicas básicas que podem fazer a diferença em uma situação de violência. Esse foi o objetivo central da oficina de autodefesa para mulheres, realizada nesta sexta-feira (27) no Câmpus de Irati da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A iniciativa reuniu acadêmicas, professoras e funcionárias no Laboratório de Práticas Corporais (Laprac) em dois períodos — manhã e noite — para garantir a participação de quem cumpre diferentes turnos na instituição.

A instrução ficou a cargo da kyosanim Alana Alessi e da sensei Jamile Loss Machado, que focaram em movimentos acessíveis para quem não tem treinamento prévio. “Pensamos em técnicas simples e eficazes, como torções e escapes, bem específicas para o que acontece com a mulher”, detalha Alana.

Para as instrutoras, esse tipo de aprendizado é fundamental. “A arte marcial salva vidas. Eu mesma já passei por situações em que precisei usar a defesa pessoal”, ressalta Alana. Para Samile, é necessário romper o estereótipo de que a luta é um ambiente exclusivamente masculino. “Temos que tirar esse preconceito”, pontua.

A atividade foi uma ação conjunta entre o Programa de Valorização e Relacionamento dos Servidores (Provars) e a Pró-Reitoria de Apoio aos Estudantes (Proae), por meio da Coordenadoria de Apoio à Promoção à Saúde (Coapsa/I) e da Diretoria de Apoio aos Estudantes (Diraes/I).

Para a professora Eliane Cristina Pereira, coordenadora da Coapsa em Irati, a oficina nasce de uma necessidade urgente de responder à violência de gênero com autonomia, e não somente com restrições. “Pensamos que é importante fazer um movimento diferente de apenas orientar as mulheres a ‘não sair de casa’ ou ‘se cuidar’. Queremos que elas aprendam a se defender para poder ir aos lugares se sentindo mais seguras”, afirma.

Entre as participantes, o sentimento era de empolgação. Beatriz Candido, aluna do curso de Psicologia, conta que o aprendizado trouxe uma nova perspectiva sobre sua própria segurança. “Vivemos em um mundo misógino e machista, então sinto que temos que estar sempre preparadas para lutar pela nossa sobrevivência”, diz. Para ela, a técnica de defesa no chão foi a mais impactante. “Depois desse curso, eu fiquei morrendo de vontade de começar a fazer alguma luta para aprender a me defender. Com certeza é algo que eu vou falar também para as minhas amigas fazerem, porque é super necessário.”, projeta a acadêmica.

A organização do evento espera que o conhecimento compartilhado no Laprac se multiplique para além dos muros da universidade. “A gente não pode esquecer que todos os dias nós vemos, nas redes sociais, casos de violência. Então nosso objetivo é mostrar que as mulheres podem e devem se defender”, finaliza a professora Eliane.

As fotos do eventos estão disponíveis no Banco de Imagens da Unicentro

Por Wyllian Correa


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