
Abertura do Colóquio de Gênero e Pesquisa Histórica aborda o ciberativismo feminista
Nesta terça-feira (24), teve início o Colóquio de Gênero e Pesquisa Histórica da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Organizado pelo Departamento de História do Câmpus de Irati (Dehis/I), pelo Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) e pelo Núcleo de Estudos de Gênero, Espaços Simbólicos e História (Nagesh), a quinta edição do evento tem como foco o tema “Gênero, feminismos e mídias sociais”.
“Nos últimos anos, temos observado o papel estratégico das redes sociais na luta por direitos, bem como a crescente importância das discussões sobre sua regulamentação. A atuação dos movimentos feministas também se destaca neste contexto, pois eles têm utilizado essas plataformas de forma significativa”, explica uma das coordenadoras do colóquio, a professora Nadia Guariza.
A abertura do evento contou com a conferência “Feminismo em rede: panorama político da última década”, ministrada pela professora, escritora e ativista Joanna Burigo. Em sua palestra, transmitida pelo YouTube, ela destacou as articulações feministas a partir de 2015, quando mobilizações iniciadas no ambiente digital passaram a ganhar as ruas.
“As ações online organizadas por mulheres feministas tiveram um impacto incontestável no cenário político, cultural e social brasileiro”, afirma a convidada.
Por outro lado, Joanna alerta para os desafios do ativismo digital. “A gente precisa avançar bastante ainda: compreender melhor a inteligência artificial, ter uma postura mais crítica no consumo dos conteúdos. Temos que entender que são plataformas comerciais com o objetivo de fazer propagandas e também que os donos das redes sociais são, no geral, homens ricos e poderosos que estão em aliança com estruturas políticas machistas e racistas”, observa a palestrante.
Programação segue até quinta-feira (26)
Nesta quarta-feira (25), o colóquio será dedicado aos 24 simpósios temáticos que compõem o evento, reunindo 238 trabalhos inscritos. As apresentações acontecem a partir das 19h, em salas do Google Meet. “O formato virtual permite reunir pesquisadoras e pesquisadores de todo o Brasil e também do exterior”, destaca a coordenadora Nadia.
Na quinta-feira (26), a programação retorna ao YouTube. Às 14h, haverá o lançamento de livros e, na sequência, às 19h, a mesa-redonda de encerramento com o tema “Mídia e movimentos sociais: experiências feministas”. O debate vai reunir relatos de ativistas dos grupos “Católicas pelo Direito de Decidir” e “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”.
A programação completa está disponível no site do colóquio.
Por Amanda Pieta


