Unicentro integra rede de Napis e amplia a colaboração científica e tecnológica

Unicentro integra rede de Napis e amplia a colaboração científica e tecnológica

 

Pesquisadores da Universidade apresentam resultados de projetos durante a Semana Araucária de CT&I, que destaca os novos arranjos de pesquisa e inovação

A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) participa da Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação, evento organizado pela Fundação Araucária, em Curitiba, com o tema “Recursos públicos transformados em conhecimento e desenvolvimento”. A programação, que começou na última terça-feira (10) e se encerra hoje (12), conta com uma agenda diversificada e tem como um dos destaques a apresentação de resultados dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, conhecidos como Napis.

Para o reitor da Unicentro, professor Fábio Hernandes, além de divulgar as iniciativas financiadas pela fundação, a semana evidencia o quanto a pesquisa, a inovação, a tecnologia e a extensão estão mudando o estado. “A Unicentro está presente em vários Napis, o que mostra como as nossas universidades e pesquisadores estão unidos. Penso que este é um evento muito produtivo em que podemos mostrar a importância da ciência produzida pelas instituições públicas para o desenvolvimento da nossa sociedade”, destaca.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Unicentro, Paulo Roberto da Silva – que, como docente do Departamento de Ciências Biológicas atua como pesquisador e coordenador local em Napis voltados à biodiversidade e às abelhas – ressalta a importância do evento para a divulgação de práticas e a ampliação de redes de contato. “A Semana Araucária de CT&I é bastante importante por ser o momento em que os coordenadores de projetos estratégicos, articuladores e pesquisadores dos Napis se reúnem para apresentar os resultados obtidos. Além disso, é uma oportunidade para conhecer outros projetos e estabelecer novas colaborações e redes de trabalho”, pontua. Ele também representou o Conselho Paranaense de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação durante o evento.

Pesquisa e inovação em rede

Entre os pesquisadores da Unicentro que marcaram presença na Semana Araucária estão os professores Marcus Peikriszwili Tartaruga, do Departamento de Educação Física do Câmpus Cedeteg, coordenador local do Napi Corpo em Movimento, e Éverton Hillig, do Departamento de Engenharia Florestal do Câmpus de Irati, coordenador local no Napi Wood Tech.

O professor Marcus Tartaruga é o coordenador local do Napi Corpo em Movimento.

O professor Marcus, responsável pelo Laboratório de Biomecânica e Energética do Movimento Humano, ressalta o caráter de inovação social atrelado ao Napi Corpo em Movimento, que começou suas atividades na semana passada em Guarapuava. “Nossa rede é formada por integrantes das sete universidades estaduais, mais a UFPR e a UTFPR. O foco principal é desenvolver atividades relacionadas a lutas marciais para combater a vulnerabilidade social, a partir da formação cidadã. Devemos ter o investimento de R$ 111 mil ao longo de três anos para nossas ações na Unicentro. O interessante deste modelo de arranjo é que realizamos uma série de iniciativas em rede. No evento estamos comunicando as nossas propostas e trocando conhecimentos”, relata.

Já o docente Éverton enaltece a participação na Semana Araucária de CT&I para o aprimoramento de suas atividades como professor e pesquisador. “O Napi Wood Tech é executado em diversas universidades (Unicentro, UTFPR, UFPR, UEL e UEM) e congrega outras instituições e empresas, como prefeituras, sindicatos, indústrias, órgãos federativos, além do governo, num total de 70 envolvidos”, explica. De acordo com ele, com iniciativas ligadas ao curso de Engenharia Florestal e ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais, o investimento para a Universidade chega a R$ 828 mil.

O professor Éverton Hillig é o coordenador local do NAPI Wood Tech.

“Estamos completando dois anos de execução do projeto, sendo que na Unicentro estão sendo desenvolvidos estudos que contemplam a aplicação de diferentes espécies de madeira, exóticas, como Eucalyptus dunnii, Uva-do-Japão e Pinus taeda, ou nativas como Cumarú, Jatobá, Araucária e outras na produção de madeira engenheirada. Os projetos envolvem principalmente o desenvolvimento de técnicas de produção de Glulam, OSB, molduras e madeira serrada para uso em construção”, detalha. “A interação com os pesquisadores dos Napis permite identificar pontos em comum e otimizar o uso de recursos de capital e humanos para o desenvolvimento da ciência”, pontua Éverton.

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Unicentro nos Napis

A Unicentro está presente em 14 desses arranjos com o apoio financeiro da Fundação Araucária. Segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da fundação, Luiz Márcio Spinosa, o objetivo central da iniciativa é articular a inteligência do Paraná em torno de temas estratégicos. De acordo com o diretor, esses grupos buscam mapear o potencial científico do estado para que a produção de conhecimento atenda demandas reais da sociedade, do governo e do setor produtivo, otimizando recursos públicos para gerar riqueza e renda.

No ponto de vista do diretor, o principal diferencial desses arranjos está na quebra de barreiras institucionais. “Em vez de as universidades e centros de pesquisa trabalharem de forma isolada, o Napi cria uma rede colaborativa, conectando pesquisadores de diferentes universidades – estaduais, federais e privadas -, empresas e órgãos públicos. Assim, é facilitado o compartilhamento de laboratórios, dados e recursos entre instituições que  não cooperavam formalmente”, explica Spinosa.

A Unicentro está diretamente vinculada aos seguintes Napis: Abelhas; Biodiversidade (Serviços Ecossistêmicos e Recursos Genéticos e Biotecnologia); Complexo de Enfezamento do Milho; Corpo em Movimento; Educação do/para o Futuro; Emergência Climática; Energia Zero Carbono; Genômica; Hidrogênio; Prosolo; Rede de Clubes Paraná Faz Ciência; Segurança Pública e Ciências Forenses, e Wood Tech. Além disso, a Universidade mantém parceria com outros arranjos do estado em ações colaborativas.

Quanto às possibilidades futuras, Spinosa aponta o potencial para a captação de investimentos internacionais e a aceleração da transferência de tecnologia. O foco também está em incentivar que teses e dissertações possam ser transformadas em produtos, processos ou políticas públicas. “Isso garante o atendimento mais rápido das necessidades da população, gerando riqueza e empregos qualificados no Paraná”, destacou o diretor. Para ele, as perspectivas indicam a consolidação e expansão do modelo. “Espera-se que os Napis se tornem referências nacionais de governança em ciência e tecnologia”, finaliza o diretor da Fundação Araucária.

  • Conheça todos os Napis aqui.

 

Por Scheyla Horst

Fotos: Seti/Fundação Araucária e Arquivo pessoal


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