
Unicentro entrega kits de robótica e telas interativas à educação básica de Guarapuava
Equipamentos vão fortalecer ações de inovação na Escola Estanislau Cebula e no NRE de Guarapuava
Na última terça-feira (3), a Direção do Câmpus Cedeteg da Unicentro realizou a entrega de equipamentos tecnológicos voltados ao fortalecimento da educação básica em Guarapuava. A ação contemplou a Escola Municipal Estanislau Cebula e o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Guarapuava, ampliando as condições para o desenvolvimento de atividades pedagógicas nas áreas de robótica, programação e inovação.
Cada instituição recebeu 10 kits de robótica, além de uma caneta de impressão 3D e uma tela interativa de 75 polegadas. Os kits são compostos por centenas de componentes eletrônicos, como placas de Arduino, processadores, motores servomecânicos e sensores, possibilitando a criação de diferentes projetos educacionais e tecnológicos.
De acordo com o diretor do Câmpus Cedeteg, Ricardo Yoshimitsu Mihayara, os equipamentos foram adquiridos por meio de um projeto desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação e outras instituições de ensino superior do município. “Os materiais foram pensados para o trabalho com robótica, pensamento maker e inovação. A proposta surgiu da necessidade de fortalecer a educação básica dentro do ecossistema de inovação de Guarapuava”, explicou.
Segundo Ricardo, os kits permitem diversas aplicações práticas. “Cada kit reúne centenas de componentes, o que possibilita desde o desenvolvimento de sensores para hortas comunitárias até carrinhos de controle remoto, displays e outros projetos. Isso amplia as possibilidades pedagógicas e estimula a criatividade e o pensamento crítico dos estudantes”, destacou.
O projeto tem como foco a formação de alunos do ensino fundamental e médio, inicialmente voltado ao atendimento de estudantes com altas habilidades, mas com perspectiva de ampliação para outros públicos. “Queremos que o pensamento inovador aconteça desde a educação básica, preparando os alunos para atuar com novas tecnologias e para compreender que aquilo que desenvolvem pode se transformar em soluções, produtos e até novos empreendimentos”, afirmou Ricardo.
A escolha por destinar os equipamentos diretamente à escola e ao Núcleo Regional de Educação visa aproximar a universidade do público atendido. “Ao manter os materiais nesses locais, conseguimos atuar de forma contínua. Nossos bolsistas e a equipe do projeto estarão presentes realizando capacitações e acompanhando as atividades, o que garante maior efetividade na formação dos estudantes e professores”, ressaltou o diretor do câmpus Cedeteg.
A iniciativa se baseia em experiências anteriores desenvolvidas pela universidade. “Já tivemos projetos semelhantes voltados à robótica e à capacitação de professores, e muitos alunos participantes acabaram ingressando na universidade. Agora, com um financiamento maior, esperamos ampliar esse impacto, recebendo no futuro estudantes com experiência tecnológica, pensamento crítico e criatividade desenvolvidos desde a educação básica”, completou.
Para a administradora de robótica e mentora de projetos no Núcleo Regional de Educação, Márcia Volan, a parceria atende a uma demanda antiga. “Os alunos de altas habilidades têm grande interesse em programação e robótica. A chegada de novos materiais e o apoio dos estagiários da universidade serão fundamentais para qualificar ainda mais os projetos desenvolvidos no Núcleo”, afirmou.
A secretária municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Guarapuava, Ana Cláudia Klosouski Andrade, destacou o trabalho integrado entre as instituições. “Quando o ecossistema atua de forma colaborativa, conseguimos estruturar iniciativas que talvez o município não teria condições de desenvolver sozinho. Cada ator cumpre seu papel, e o resultado é um projeto com propósito, significado e impacto para o desenvolvimento e a inovação do município”, avaliou.
Na Escola Municipal Estanislau Cebula, a expectativa é de avanços no atendimento pedagógico. A pedagoga Márcia Regina Bruneli ressaltou que os novos recursos ampliam as possibilidades de aprendizagem. “Esses estudantes precisam de práticas diferenciadas e inovadoras. Os materiais trazem esse diferencial e tornam as atividades mais atrativas, contribuindo diretamente para o desenvolvimento das crianças”, concluiu.
Por Mari Nascimento, com supervisão de Giovani Ciquelero
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